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Turismo no Egito

Trabalho por Michel Lataste, estudante de Turismo @ , Em 22/04/2003

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Turismo no Egito

País do extremo nordeste da África, limitado em seu litoral pelo Mar Vermelho e pelo Mediterrâneo, tendo Israel a nordeste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. Geralmente é quente e seco - o sul passa alguns anos sem chuva alguma - e a civilização depende das águas do Nilo, que são reguladas pela represa de Assuã. A oeste do vale do Nilo há um deserto de pedra, areia e cascalho com alguns oásis, a grande depressão de Qattâra e reservas de petróleo. A leste, apresenta-se uma cadeia de colinas com planaltos de calcário e arenito, cortadas por rios temporários, onde há fosfato, manganês e ferro. Também há petróleo no deserto do Sinai, na margem leste do golfo de Suez. O deita do Nilo, em forma de leque, no norte, onde o clima é mais úmido, é muito fértil e em seu solo produz-se o melhor algodão do mundo. O clima do Egito tem apenas duas estações: verão, de abril a setembro, e inverno, de outubro a março.

NILO - o mais longo rio do mundo, flui na direção norte por mais de 6.400 km, desde o lago Vitória, no leste da África, até o mar Mediterrâneo. O baixo Nilo, centro da civilização egípcia por milhares de anos, possui o maior registro de cheias anuais entre os rios existentes. O alto Nilo, ao contrário, era pouco conhecido antes do século 19, quando a procura da nascente do rio preocupava os exploradores europeus. O rio Vitória, o rio Alberto e o rio Nilo da Montanha fluem para norte, desde os lagos Vitória e Alberto, até o imenso pantanal de Sudd, no sul do Sudão. O rio Nilo, então, perde enormes quantidades de água devido à evaporação, emergindo com pouca variação sazonal no seu volume. Em Cartum, o Nilo Branco se junta ao Nilo Azul, que desce das montanhas da Etiópia e sofre uma forte cheia de verão provocada pelas chuvas de monção nas montanhas Abaixo de Cartum, o rio todo apresenta este pico dramático de cheia. Até recentemente, a agricultura egípcia era mantida pela inundação anual dos campos no vale mais baixo, a qual trazia sedimentos e minerais dissolvidos. Entre Cartum e Assuã, o rio desce através de seis cataratas para um vale estreito margeado pelo deserto. A barragem de Assuã, na primeira catarata, forma então o vasto lago Nasser, que se estende na direção sul até à segunda catarata. A barragem controla o fluxo do Nilo, proporcionando irrigação ao longo de todo o ano e geração de eletricidade. A construção desta barragem trouxe uma séria conseqüência: os sedimentos que costumavam ser carregados para o delta, uma zona intensamente cultivada, de mais de 180 Km de largura, não chegam mais em quantidade suficiente para compensar a erosão provocada pelo mar; dessa forma, o deita, no seu conjunto, está agora diminuindo gradualmente.

O Egito possui 90 pirâmides, cinqüenta séculos de história, um rio que cria vida no meio do deserto e um povo que tentou de todas as formas superar a morte. Com suas construções fantásticas, dedicadas à glória de seus governantes e de seus milhares de deuses, o Egito é o melhor exemplo da obsessão humana em ir além de sua condição mortal e vencer a passagem do tempo.

O esplendor dessa civilização de faraós vaidosos e edifícios gigantescos começou no ano 3100 a.c., com o Antigo Império, que durou quase mil anos. A melhor imagem da grandiosidade desta época são as pirâmides. Até hoje, o viajante que chega ao Cairo sente-se ansioso para percorrer os 14 Km que separam o centro da cidade da pirâmides de Gizé, três monumentos fabulosos que parecem querer ligar o céu à terra. E, ao avistá-las, conseguem entender por que foram um dia incluídas entre as setes maravilhas do mundo.