A FUNÇÃO DAS TRILHAS ECOTURÍSTICAS COMO INDUTOR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PARQUE NATURAL MUNICIPAL CACHOEIRA DAS ORQUÍDEAS EM PRESIDENTE FIGUEIREDO/AM
BACHAREL EM TURISMO PELO CENTRO INTEGRADO DE ESTUDOS SUPERIOR DO AMAZONAS – CIESA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS – CENTRO DE CIÊNCIAS DO AMBIENTE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE ECOTURISMO
PÓS-GRADUANDO EM TURISMO PELO CCA - UFAM
MUNICÍPIO DE PRESIDENTE FIGUEIREDO – AMAZONAS
RESUMO
As experiências vivenciadas no desenvolvimento do turismo envolvem temas multidisciplinares, e as trilhas ecoturísticas, reproduzem novos cenários para o aprendizado do homem com a natureza possibilitando ser um agente transformador do individuo neste programas, mesmo deparando-se com variáveis internas e externas, ameaças e oportunidades, em muitas das vezes, reproduzem modelos descaracterizando regiões, e criando o que se convencionou chamar de não-lugares. A pesquisa propõe aproveitar metodologias como a analítica e a sintética, análise estratégica em Swot Analisys, e das Diretrizes para Diagnóstico e Planejamento do Ecoturismo e abordagens sustentadas na gestão da qualidade estruturados a partir de um Sistema de Gestão Ambiental e Turístico, observando a pratica do lazer e a percepção de tornar o atrativo numa real opção turística no município de Presidente Figueiredo. Assim o planejamento e a gestão serão o diferencial no sucesso do projeto, vislumbrando dar ao Parque Natural Municipal Cachoeira das Orquídeas um impulso na visitação, se às singularidades e a vocação sociocultural do local, estabelecerem o grau de importância e interesse no desenvolvimento de um turismo sustentado.
Palavras Chaves: Ecoturismo, Trilhas Interpretativas, Educação Ambiental, Áreas Protegidas e Planejamento.
1. INTRODUÇÃO
A sedução do homo erectus nas migrações e na evolução deixou marcas formidáveis desde a pré-história aos dias atuais. Trilhas foram abertas, e o guiamento, aconselhamento e orientação estão entre as mais antigas vocações do homem, criando rotas perenes durantes os deslocamentos, permitindo conhecer, ocupar e desenvolver regiões cujos registros, remontam a Babilônia de 4.000 mil anos Antes de Cristo, nas termas romanas, no Egito antigo, e culminando nas grandes navegações, quando Portugal e Espanha disputavam a hegemonia mundial, subsidiando a proto-história do turismo. As civilizações em torno do mar Mediterrâneo (2000 a.C. a 500 d.C.) produziram uma notável evolução nas viagens.
Os romanos deslocavam-se nas rotas rumo ao litoral para os banhos nas termas com finalidades terapêuticas e de repouso, as atividades desportivas no Coliseu, palco dos maiores espetáculos populares, vivenciados por práticas esportivas variadas, atraiam visitantes de todas as partes do Império. Apesar das distancias e do desmembramento do Império em dois: o do Ocidente com sede em Roma, e o Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla, os romanos não perderam o gosto pelas viagens e passeios, permanecendo como uma marca do seu povo.
Na Antigüidade Clássica, os gregos faziam deslocamentos constantes para assistir, participar e, concomitantemente, usufruírem dos espetáculos culturais, cursos, festivais e jogos que eram, para os cidadãos, uma prova do seu destaque perante as outras categorias sociais existentes na sua região e, principalmente, dos escravos. Todos sabemos que os jogos olímpicos tiveram seu início no mundo grego sendo ainda hoje uma referência mundial. De uma determinada época até a atualidade este evento movimenta milhões e milhões de dólares, não só durante a realização, mas também, na fase de preparação e organização, fazendo convergir para o local realizador um fluxo altamente rentável de turistas, movimentando milhões de dólares (LAGE E MILONE, 1993, p. 16).
Organizar viagens e propor roteiros já era exercício bastante difundido nas sociedades mais antigas e na Grécia entre 160 e 180 d.C. um grego chamado Pausanias descreve através de um guia os atrativos locais. Na França em 1552, Charles Estiene, elabora o primeiro guia de estradas, narrando as opções variadas da época. Aproximadamente 60 anos depois, no início do século XVII, por volta do ano de 1612, abrolham outras publicações, como o manual denominado Of Travel (das viagens), escrito por Francis Bacon, com roteiros e indicações para viajantes
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