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Razao e Emocao no Trabalho

Trabalho por Rita Maria de Bonis, estudante de Turismo @ , Em 22/04/2003

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RAZÃO E EMOÇÃO NO TRABALHO

INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta uma breve e seletiva pesquisa efetuada em relação a razão e emoção no trabalho. Trata-se de uma síntese do comportamento humano no ambiente de trabalho, as variadas situações que o indivíduo se depara como ser social e alguns métodos pelos quais a Psicologia tentou aumentar a nossa compreensão do comportamento no trabalho.


Nosso estado afetivo geral será agradável ou desagradável conforme as impressões do meio satisfazerem ou contrariarem nossas tendências. A emoção é constituída de transformações afetivas resultantes da mudança do meio. É um fenômeno afetivo complexo provocado por um choque brusco e acarretando um abalo mais ou menos profundo na consciência.

Segundo Jolivet, a emoção caracteriza-se por uma perturbação brusca e profunda da vida psíquica e fisiológica.
Discute-se, atualmente, se a natureza da emoção é psíquica ou orgânica. No primeiro caso, os elementos fisiológicos nada mais seriam do que efeito do estado mental. Assim, o pranto seria resultado da tristeza. No segundo caso, dar-se-ia o inverso: o estado mental seria uma simples conseqüência dos fenômenos orgânicos. A tristeza seria, assim, o resultado do pranto. Esta hipótese era defendida por Descartes, Lange e William James e foi aplicada sobretudo às emoções-choque.

A razão é faculdade espiritual que distingue a inteligência humana da inteligência sensível dos animais, é a faculdade diretora do pensamento e da ação do homem, "a qual, algumas vezes, é concebida como conjunto de princípios universais e imutáveis".

A emoção varia muito de intensidade. Quando a emoção é muito forte, a pessoa acaba perdendo a razão. Além do lado psicológico, a emoção se apresenta com mudanças corporais tanto externas quanto internas.

No trabalho podemos constatar a perda da razão em função de emoções muito intensas a todo momento. Afinal, quem nunca teve um chefe autoritário e sempre que furioso, não tenha "descontado" em um de seus subordinados suas aflições? Existem muitos locais de trabalho no qual a tensão é uma constante, devido a perda da razão no relacionamento interpessoal. Não só patrões, mas também, funcionários de cargos hierárquicos inferiores, carregam para o local de trabalho suas tristezas, alegrias, raiva e frustrações. Infelizmente há pessoas que não sabem, ou melhor, não conseguem separar o lado pessoal do profissional.

Definimos uma emoção, na medida em que se quer fazê-lo, como um estado particular de alta ou baixa freqüência de uma ou mais respostas induzidas por qualquer uma dentre uma classe de operações. Podemos fazer tantas distinções quantas quisermos entre emoções separadas, embora esse esforço geralmente se esvazie em um sem número de distinções realmente possíveis. Existem métodos e práticas disponíveis para o levantamento dos efeitos de qualquer operação dada na qual se possa estar interessado, e um enunciado da relação parece não deixar nada importante inexplicado. As respostas reflexas que acompanham muitos desses estados de força não devem ser completamente desprezadas. Podem não nos ajudar a refinar as distinções, mas adicionam pormenores característicos ao quadro final do efeito de uma dada circunstância emocional. Ao descrever o fato de que críticas a seu trabalho "enfurecem o empregado", podemos dizer, por exemplo: (1) que ele fica vermelho, que as palmas de suas mãos transpiram, e, se os dados forem observáveis, que pára de digerir o almoço; (2) que sua face assume expressão característica de raiva; e (3) que tende a bater portas, a maltratar o gato, a falar secamente com os companheiros de trabalho, a brigar, e a assistir a brigas de rua ou lutas de boxe com interesse especial. A emoção total é efeito que a crítica ao trabalho teve sobre o comportamento.

"Como trabalhar bem com outros? Como entender os outros e fazer entender? Por que os outros não conseguem ver o que eu vejo, como eu vejo, por que não percebem a clareza de minhas