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A importância da água - sangue da vida

Trabalho por Geruza Erig, estudante de Turismo @ , Em 09/10/2009

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A Importância da Ãgua - Sangue da Vida

ULBRA
2008

 

 

 

As águas cobrem três quartos da superfície da Terra. No entanto mais de 97% da água do planeta são salgadas, nos oceanos, e menos de 3% são água doce. E desses 3%, 77% estão congelados nos círculos polares; 22% compõem-se de águas subterrâneas e a pequena fração restante encontra-se nos lagos, rios, plantas e animais.

A água tem sido tratada como um recurso ilimitado, que é fornecido o mais barato e possível e em qualquer quantidade desejada. Se continuar, tal atitude levará às deficiências críticas na quantidade e qualidade de água disponível. O crescimento populacional e as exigências crescentes por energia e alimentos estão impondo crescentes demandas aos suprimentos de água doce. Para prevenir a escassez, as nações devem exercer um gerenciamento mais eficiente desse recurso, introduzir a reciclagem, prevenir a poluição e promover a conservação da água.

As águas doces são fontes renováveis. Se forem usadas de forma adequada e cuidadosamente conservadas, o ciclo hidrológico global pode satisfazer as necessidades atuais e projetadas por água, em uma base sustentável. Contudo, problemas com o fornecimento de água doce e com a qualidade da água são de importância imediata e fundamental a todos nós. O crescimento populacional e as exigências crescentes por energia e alimentos estão impondo grandes demandas tanto pela quantidade quanto pela qualidade dos suprimentos de água doce. O total do uso mundial de água mais do que triplicou entre 1950 e 1980. Nos países em desenvolvimento, os problemas com a poluição e esgotamento da água são dominantes.

A água é tão importante para a vida quanto os alimentos. Um indivíduo precisa de um ou dois litros de água diários para sobreviver. O problema básico não é a falta de água potável – poucas pessoas morrem de sede. Ao invés disso, o problema é obter um fornecimento suficiente de água potável e serviços de saneamento adequados. Estudos recentes mostram que o peso econômico das doenças e males da saúde, os quais, em grande parte, resultam da falta de fornecimento de água e instalações de saneamento, é muito grande, em especial no Terceiro Mundo. Em um levantamento da UNICEF sobre o fornecimento de água nos países em desenvolvimento, descobriu-se que apenas 51% das pessoas têm acesso à água potável. Até mesmo nos EUA, 15 milhões de cidadãos bebem água oriundos de fontes não potáveis, e outros 30 milhões carecem de saneamento adequado.

Estudos da WWF comprovam que a desertificação devido ao manejo inadequado de solo e irrigação tem causado o encarecimento de produtos agrícolas; em 1995, o México cortou o abastecimento dos agricultores para garantir o abastecimento das indústrias estrangeiras, na Ãndia, famílias pobres gastam até 25% de seus ganhos com a compra de água; na América Latina, 150 milhões não têm acesso à água potável; no Brasil, 13 mil escolas não têm abastecimento de água; o desmatamento têm diminuído o controle biológico, elevando os preços de produtos agropecuários, o que inclui alimentos e roupas, além de aumentar o uso de produtos tóxicos; a falta de polinizadores naturais tem elevado o preço de produtos agrícolas e, em alguns casos, desaparecido com outros (como a castanha-do-pará); o aquecimento global já é uma realidade comprovada; o desmatamento de margens e nascentes têm aumentado a ocorrência de enchentes, que atingem principalmente as populações carentes; o desmatamento também diminui a vida útil das hidrelétricas e reduz a recarga, afetando a disponibilidade de energia (provocando a ameaça de “apagõesâ€), o que encarece o produto.

A contaminação das águas por dejetos e químicos, o assoreamento pela erosão dos solos, a ausência de vegetação ciliar e a falta de matas em áreas de recarga encarece cada vez mais seu tratamento, tornando o produto cada vez mais caro e distante das populações de