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A Importância da Parada Gay de São Paulo para o Turismo de Evento da Região

Trabalho por Denise Coutinho, estudante de Turismo @ , Em 17/03/2006

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A IMPORTÂNCIA DA PARADA GLBT DE SÃO PAULO PARA O TURISMO DE EVENTOS DA REGIÃO


Resumo

Este artigo mostra a origem e a importância social e econômica da Parada do Orgulho Gay, que acontece no estado de São Paulo, trazendo muitas pessoas de todos estados e também do exterior, tornando este evento um atrativo turístico da região. Além da parada, durante o mês são realizados shows, palestras e exposições de arte. Mostra também o lado social do evento assim como as causas a serem alcançadas.

Palavras-chave: Turismo. Parada GLBT. Evento.


Além de ser considerada por muitos apenas uma grande festa, a parada GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e trangêneros) é uma manifestação social onde as pessoas que participam buscam o direito de pelo menos exercerem sua cidadania.

Em 1997 surgiu à primeira manifestação de caráter participativo GLBT, Começou tímida, com dois mil participantes, e foi aumentando com as pessoas que passavam. A Parada, manifestação popular que tem o intuito de comemorar o dia do orgulho gay, com o passar dos anos, adquiriu características políticas, lutando pela conquista de direitos civis e o fim da discriminação. O próprio site da associação que organiza o evento define seus objetivos como:

Seu objetivo primeiro é dar visibilidade às categorias sócio-sexuais e fomentar a criação de políticas públicas para homossexuais. A principal estratégia é ocupar os espaços públicos para proporcionar uma troca efetiva entre todas as categorias sociais, elevar a auto-estima dos homossexuais e sensibilizar a sociedade para o convívio com as diferenças.

Ainda sobre os objetivos do movimento, Facchini (2004 p.47):

A palavra chave é visibilidade, mas não se trata de visibilidade individual, ou focada em personalidades de lideranças, mas sim na visibilidade em massa. Se em sete edições do evento, a parada de São Paulo, passou de 1.200 a 1 milhão de participantes, e passou a ser manchete dos maiores jornais e matéria de TV em ‘horário nobre’ essa visibilidade se reverte em favor da luta pelos direitos sexuais e esse crescimento reflete a expansão e o fortalecimento de um campo social que acredita na diversidade das formas de amar e na legitimidade de todas elas.

Segundo Reinaldo Damião (2004, p.03), presidente da Associação do Orgulho GLBT, a associação é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, formados por voluntários sem remuneração nos cargos que ocupam, onde tem como missão lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva que reconheça os direitos humanos e a diversidade. Cada ano um tema é desenvolvido pela Associação do Orgulho GLBT. Aqui se pode observar desde a primeira até a mais recente:

  • 1997 -Somos muitos, estamos em todas as profissões - 2 mil pessoas.
  • 1998 - Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos - 7 mil pessoas.
  • 1999 - Orgulho gay no Brasil, rumo ao ano 2000 - 35 mil pessoas.
  • 2000 - Celebrando o Orgulho de Viver a Diversidade - 120 mil pessoas.
  • 2001 - Abraçando a Diversidade - 250 mil pessoas.
  • 2002 - Educando para a Diversidade - 500 mil pessoas.
  • 2003 - Construindo Políticas Homossexuais - 1 milhão de pessoas.
  • 2004 - Temos Família e Orgulho - 1 milhão e 800 mil pessoas.
  • 2005 - Parceria civil, já. Direitos iguais! Nem mais nem menos. - aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Sobre a tematização da parada e a diversidade do público participante Manso (2004) relata:

O tema da família parece ter incentivado a participação dos simpatizantes das mais diferentes idades e opções sexuais. Era possível ver desde carrinhos de bebês até senhores e senhoras que ficavam nas calçadas apenas para ver o cortejo passar. Nos prédios,