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Análise da Sociabilidade a partir de diferentes ocupações do espaço

Trabalho por Juliana Ladeira, estudante de Turismo @ , Em 22/04/2003

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Análise da Sociabilidade a Partir de Diferentes Ocupações do Espaço: Centro e Barra da Tijuca 

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Introdução

O convívio na cidade á difícil. Os contatos físicos e psicológicos são tantos que não conseguimos alcança-los, formamos uma barreira protetora de tolerância a qual não é hospitalidade, é segregação. Cada um tem uma posição na sociedade que está acima do emocional. A esfera pública também representa outra barreira através da qual permitimos o convívio. O tema central do convívio na cidade é a cidadania, a qual é tida como delicada nos últimos séculos. Em termos públicos, o convívio é negociado; são pequenas negociações a partir da prática, formada por pequenas regras de convívio, normas mínimas. Desta forma, a esfera pública acaba se esvaziado do político.

O espaço urbano deve ser resolvido a partir do convívio. É a diferença entre o aspecto formal e o afetivo no espaço urbano que diferencia a cidade da cidadela (protegida). A cidade deve aprender a sociabilidade. As relações de produção que existem na cidade podem destruí-la; pois a cidade também produz relações, há fluxo de desejos na cidade, convívio deve circular pelos espaços, a cidade precisa do convívio subjetivo. O bom convívio permite o fluxo dos desejos, por isso não pode ser cidadela, ela limita as experiências. A cidadela mostra que sociedade tem vocação para a produção, a qual leva ao consumo.

O tema da polis é a amizade ( philia ) entre os homens. Aqueles que pertencem a um espaço são iguais, têm direito à convivência, à sociabilidade. A idéia da utopia permanece tão importante quanto à da amizade, a cidade ideal onde não há o desigual; a utopia aponta para a continuação da sociedade, pois estamos sofrendo as conseqüências do Neoliberalismo e da Globalização, temos uma grande parte da população abaixo da linha da pobreza.

O individualismo, que imperava no período do Estado Liberal, foi substituído pela idéia de socialização, no sentido de preocupação com o bem comum, com o interesse público. Isto não significa que os direitos individuais deixassem de ser reconhecidos e protegidos; pelo contrário, estenderam o seu campo, de modo a abranger direitos sociais e econômicos. O fracasso do chamado Estado Social de Direito é evidente. No Brasil, a exemplo do que ocorre em muitos outros países, não houve a mínima possibilidade de que milhões de brasileiros tivessem garantidos direitos sociais dos mais elementares, como saúde, educação, previdência social, moradia. Grande parte da população não tem assegurado o direito a uma existência digna. As limitações ao exercício dos Direitos Individuais em benefício de uma coletividade foram o único caminho encontrado para o alcance de maior eqüidade social. Quando falamos em ser humano, em individualidade e em sociedade, não podemos deixar de falar, também, no lema "Liberté, Egalité, Fraternité", ou seja, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" usado na Revolução Francesa, em 1784.Segundo Marshall sugere uma confiança absoluta quanto às possibilidades de contínua ampliação da cidadania pela incorporação de novos segmentos sociais a essa "medida de igualdade" e por seu redimensionamento também constante através do reconhecimento de novos direitos.

Para o autor, esta possibilidade encontra-se claramente relacionada ao crescimento econômico, trazendo como conseqüência aumento das rendas dos trabalhadores, impostos progressivos e produção em massa para o mercado interno. As imagens de cidadania no Rio de Janeiro, são muito significativas a esse respeito. Há uma clara conexão entre a consolidação da metáfora da guerra e o desenvolvimento por parte da população e da imprensa de uma rejeição à temática dos direitos humanos e de uma ambigüidade quanto à cidadania dos subalternos, presumindo a incompatibilidade de ambos com a segurança pública. Circulam na cidade idéias, valores e imagens que se vinculam a exclusão, animosidade e apartação. Recriado o cenário do estado de guerra, não