AGÊNCIAS DE VIAGEM
O fator viagem sempre foi uma atividade comum à maioria dos povos do mundo. Podemos colocá-lo como uma necessidade de deslocamento, tanto do ponto de vista da conquista (guerras, invasões, etc.) como do lazer e da curiosidade de algumas pessoas em conhecer e, ao mesmo tempo, explorar as paisagens naturais ou geográficas existentes em outros pontos, não só do seu próprio território, mas de localidades bem distantes.
Na Antigüidade Clássica, os gregos faziam deslocamentos constantes para assistir, participar e usufruírem de espetáculos culturais, cursos, festivais e jogos que. Os jogos olímpicos tiveram seu início no mundo grego sendo ainda hoje uma referência mundial. De uma determinada época até a atualidade este evento movimenta milhões e milhões de dólares, não só durante a realização, mas também, na fase de preparação e organização, fazendo convergir para o local realizador um fluxo altamente rentável de turistas.
Outra civilização do período clássico foi a romana. Segundo a historiografia, os romanos foram os primeiros povos a criarem locais exclusivamente destinados ao repouso, com finalidades terapêuticas, religiosas e desportivas. As arenas, as termas para resolver problemas de saúde, e as práticas esportivas variadas, atraiam e concentravam inúmeros integrantes da sua civilização em diversas partes do império. Apesar do seu vastíssimo território, os romanos não perderam o gosto pelas viagens e passeios, permanecendo como uma marca do seu povo a exploração de outras localidades para diversos fins, exclusivamente nas litorâneas em decorrência da fé no provável poder das águas marinhas.
No entanto, podemos definir como marco e representação turística mais organizada, a fase renascentista, visto que o incentivo à ciência e às artes, provocou uma revolução nos hábitos e no comportamento do europeu mais abastado, que em função do seu status passou a utilizar as viagens como uma forma de explorar novos lugares e, na mesma dimensão, demonstrar maior capacidade econômico-financeira, além de mais conhecimentos.
Desta forma, num processo cada vez mais irreversível, a idéia de se organizar viagens para fins comerciais, bélicos ou não, já era uma realidade na sociedade européia. Em 1552 foi elaborado na França, o primeiro guia de estradas, com roteiro e descrição de vários espaços atrativos para a prática turística. Quase 60 anos depois, no início do século XVII, por volta do ano de 1612, apareceram outras publicações direcionadas para sensibilizar e orientar aqueles que tinham interesse por viagens. Dentre elas podemos citar o primeiro manual de guia turístico, denominado Of Travel , com roteiros e indicações para viajantes de todas as modalidades e tipos. Essas inovações associadas à nova estruturação urbana provocaram mais facilidades para os deslocamentos de diversas pessoas gerando mais contatos entre os povos e uma maior troca de informações.
Entretanto, o grande divisor de águas na história da humanidade, foi a Revolução Industrial ocorrida, aproximadamente, por volta de 1760 , na Inglaterra, quando houve verdadeiras e definitivas transformações na qualidade de vida e, acima de tudo, nos meios de comunicação e transportes trocando-se a carruagem pela locomotiva, tornando mais rápidas as viagens e oferecendo mais tranqüilidade, conforto e proteção para os viajantes.
A história do turismo, nos moldes atuais, começa, efetivamente, a partir do ano de 1841, devido à intervenção de personalidades da sociedade inglesa, como: Thomas Cook, Henry Wells, George Pullmann, Thomas Bennett, Louis Stangen e Cesar Ritz.
Thomas Cook, foi o primeiro empreendedor a efetivar uma viagem eminentemente turística, fretando um trem, que transportou cerca de 570 pessoas, para um Congresso Anti-alcoólico, na cidade de Leicester e Loughborough, na Inglaterra . O trem ficou lotado, e o lucro foi compensador, e foi por isso que passou a viver de fretamento de trens para levar as pessoas a congressos, eventos, férias, etc.
Durante muito tempo, Cook
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