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Pizza.Net

Trabalho por Lílyan Cristina Santos Camêlo, estudante de Secretariado Executivo @ , Em 09/03/2004

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PIZZA.NET

Boa Vista/RR

JULHO/2003


HISTÓRICO

Se o rei Humberto I vivesse nos dias de hoje, não teria qualquer constrangimento de a um restaurante ou lanchonete ou mesmo pegar o telefone e pedir uma saborosa pizza. Muito menos sua esposa teria vergonha em proclamar aos quatro ventos sua paixão pelo sabor do manjericão sobre a massa coberta de mussarela e rodelas de tomate. Mas isso seria hoje. Naquele início do séc. XVIII, o monarca italiano teve que montar uma verdadeira operação de guerra para levar à cozinha de um palácio de Nápolis Rosa e Raffaele Esposito, cuja a fama já correra a Itália. A final, não pegaria bem aristocratas daquela estirpe freqüentar recantos de plebeus para consumir alimentos tão popular!

A pizza dos Esposito não passava do aperfeiçoamento da popular massa de pão, recheada de torresmos, azeitonas e queijo "cavalo" que abastecia as mesas das famílias pobres de Nápolis desde o início daquele milênio. E guardava dessas comunidades as características de solidariedade e socialização: um alimento único que seria repartido e consumido não individualmente, mas por grupos de pessoas. A pizza, como a conhecemos hoje, teve que esperar o conhecimento da América, de onde os conquistadores levariam os tomates que tanto agradaram, especialmente, o paladar italiano. A massa do pão napolitano ganhou, então, o colorido vermelho que, com o queijo "cavalo", seria a base de outros recheios. A pizza com manjericão, que encantou a rainha, ganhou seu nome – Margherita – e hoje é uma das dezenas de variações servidas nas milhares de casas especializadas espalhadas, literalmente, por todo o mundo.

A pizza, como tantos outros pratos de origem popular – como a feijoada brasileira e a paella espanhola – ascendeu a condição de iguaria das classes sociais mais abastadas. E, mas do que todas elas, conquistou paladar de todas a nacionalidades.

A primeira pizzaria de que se tem registro, Port’Alba, surgiu, como não poderia deixar de ser, em Nápolis, em 1830. A partir dali elas se disseminaram pelas regiões vizinhas e ganharam mundo nos navios dos primeiros emigrantes que deixaram o país fugindo das lutas pela reunificação que começaram com a derrota de Napoleão, em 1815, e se prolongaram até 1870, com a constituição do Reino da Itália.

O Brasil foi, desde a primeira hora, um dos portos favoritos dos italianos que abandonaram seu país. Aqui eles se concentraram em São Paulo e, antes da Proclamação da República, já povoavam os bairros do Brás, do Bixiga e da Barra Funda, transformadas em colônias onde se cultivavam os velhos hábitos da terra natal. Entre eles, o de construir fornos de barro para assar pizzas no fundo do quintal. Lá se formaram e ganharam fama pizzaiolos como Latorre, Fasano, Ciupola e Giordano, dono da pizzaria que até hoje é considerada a melhor que já existiu em São Paulo.

Até o final da década de 50, as pizzarias eram exclusivamente das colônias italianas e de seus redutos. Só depois disso elas se disseminariam por todo o país até se transformarem, hoje, um dos mais promissores e rentáveis negócios do ramo de alimentação. Só no ano de 1995 as pizzarias experimentaram um crescimento de 25%.

Esse é o resultado da qualidade do produto e da forma como ele é oferecido ao cliente. As boas pizzarias estão desenvolvendo nas pessoas o hábito de consumo. O Rio de Janeiro é um exemplo típico. O carioca, que não era um consumidor tradicional, passou, em algumas regiões, a ir a pizzarias pelo menos uma vez por semana.

Aliás, essa não é apenas uma tendência apenas carioca. Nos Estados Unidos, segundo estatísticas, as pizzas estão superando até os hambúrguer na preferência