RESUMO DA OBRA: VIRANDO A PRÓPRIA MESA - POR RICARDO SEMLER
SÃO PAULO
2003
1. INTRODUÇÃO
Através desse trabalho, abordamos quais foram os pontos negativos e positivos das empresas familiares através da análise de seu progresso e a sua evolução diante da chegada das multinacionais.
Fizemos uma comparação entre os três tipos de organizações empresariais que temos no Brasil: as pequenas e médias empresas nacionais, a grande empresa nacional e as multinacionais.
Também abordamos a mudança que se faz necessária das empresas familiares para organizações com objetivos, e de que forma é feita a profissionalização destas empresas.
Destacamos qual o papel do sindicato, quanto à existência ou não de ética nos negócios, quanto à gestão participativa, à questão da mentalidade dos empresários nos dias atuais, às várias funções dos empresários, à participação nos lucros e o surgimento dos mesmos, aos tipos de programas de participação na empresa em geral e como aprender a usar o tempo de maneira adequada na empresa, inclusive citando vários casos.
Procuramos de forma bem clara e objetiva, passar como se formou a maioria das empresas brasileiras, e quais poderão ser os caminhos necessários para que elas sobrevivam no mundo globalizado.
2. DESENVOLVIMENTO
Repensando a Empresa Familiar
Sabemos que muitas empresas intitulam-se "famílias" de seus funcionários . Um bom exemplo disso são as festas de fim de ano, onde o dono, ou presidente, termina o efusivo discurso com a frase : " Afinal, nessa empresa, somos uma grande família!"
Evidentemente, sabemos que uma corporação não pode ser "família" de nenhum de seus funcionários.
A maioria das empresas brasileiras formaram-se através do conceito familiar , do trabalho em família, e essa realidade deu-se na transição do Brasil Agrícola Brasil Industrial , onde o idealismo e o "coronelismo" se transpôs de maneira natural para as então empresas .
Outro fator agravante para a formação das empresas chamadas "familiares" foi a influência de alemães e italianos, unidos a um contexto histórico persuasivo.
O mundo capitalista está fundamentado nesse tipo de empresa em seus primórdios, mas o Brasil manteve as características das empresas familiares por mais tempo, o que tornou-se desfavorável diante do cenário competitivo que se formou mediante à globalização.
É certo que não podemos deixar de levar em consideração os pontos positivos das empresas familiares : características como a criatividade e a agilidade e facilidades no controle são condições de extrema relevância para os progressos ocorridos nos últimos tempos.
Faz-se aqui, então, um quadro onde não podemos e nem devemos desconsiderar o sistema familiar no mercado, mas sim, analisar o progresso , evolução e atualização dessas empresas diante da chegada das multinacionais .
Quase todas as multinacionais proveram de uma instituição familiar, porém, superaram essa fase e com o crescimento, tornaram-se empresas de capital aberto, dando vasão à evolução.
Em algum momento , a empresa familiar depara-se com a questão : abrir a empresa a terceiros ou não ? A empresa que abre mão do capital de terceiros geralmente está fadada a ser engolida pela concorrência .
No Brasil , temos três tipos de organização empresarial, e compararemos esses estilos .
O primeiro grupo é o das pequenas e médias empresas : geralmente são as familiares, tendo como a base de seu fundamento uma família , que a constituí com intuito de repassar às gerações futuras . Representam 95% dos negócios no Brasil.
O segundo grupo são das empresas familiares de médio porte,
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