O Secretariado Executivo na Era da Globalização
Apresentação
O Ministro das Comunicações inaugurou no dia 1 de maio último a fase comercial da Internet no Brasil. Pouco a pouco, empresas e cidadãos brasileiros passarão a ter acesso à milhares de bases de informação e a outros 40 milhões de usuários das redes que estão espalhadas por todo o mundo. Recentemente, em uma exposição mundial da indústria de computadores em Atlanta nos EUA, Bill Gates, presidente da Microsoft, o gigante da indústria mundial de software, anunciou que as vendas de micro-computadores alcançaram o impressionante número de 48 milhões de unidades em 1994 (mais que TV a cores!). Na mesma exposição, grandes empresas americanas, como AT&T, MCI, Compuserve e America Online, apresentavam aos consumidores diversas opções e preços de acesso aos serviços da Internet. Notícias desse tipo invadem diariamente os jornais, revistas e televisão, confirmando que a era digital esta aí, batendo na nossa porta, com seus benefícios, oportunidades e problemas. Uma certeza podemos ter: todos nós seremos afetados, em maior ou menor escala. Daí a necessidade de se entender as várias facetas da era da informação e discutir as regras e procedimentos de convivência no espaço cibernético.
Novos termos vão sendo cunhados para expressar as novas realidades, virtuais ou concretas, que surgem na esteira da evolução tecnológica da informática e das comunicações. O espaço cibernético, por exemplo, compreende o domínio das grandes redes eletrônicas que invisivelmente vão se espalhando por todo o mundo industrial, como se fossem gigantescas teias de aranha conectando milhões de computadores e pessoas. No espaço cibernético provido pela Internet, o serviço mais usado é o correio eletrônico, também conhecido por ``e-mail''. Quando você tem uma conta em uma dessas companhias provedoras do acesso à Internet, você passa a ter um endereço eletrônico, sem no entanto saber onde ele fisicamente existe. No caso da America Online, o endereço seria algo do tipo valmeida@aol.com, onde valmeida, por exemplo seria a minha identificação na rede. Não somente eu não sei onde está localizado fisicamente o computador que guarda as mensagens eletrônicas que chegam para mim, como também aqueles que enviam mensagens para valmeida@aol.com não sabem onde vivo ou trabalho. Nesse contexto, sou apenas um ente virtual. Não importa se eu estou em Nova York, Belo Horizonte ou Tókio, a mensagem chega na minha caixa postal virtual e eu posso recuperá-la a qualquer instante e em qualquer ponto do mundo. Para isto, basta conectar o meu computador portátil a uma linha telefônica. Uma outra forma comum de comunicação na rede consiste das ``mailing lists'' (listas de interesse), que congregam pessoas de interesses comuns, como por exemplo ecologia ou medicina tropical. Quando uma mensagem é enviada a uma lista de interesse, ela é imediatamente repassada a todos aqueles que constam da lista, independente de onde essas pessoas estejam. Essas listas permitem a criação de ``comunidades virtuais'' onde pessoas de interesse comum se encontram, discutem e se relacionam através das mensagens e endereços eletrônicos
O e-mail ou correio eletrônico é hoje um mecanismo indispensável de trabalho para muitas pessoas e empresas em todo o mundo. Um bom exemplo são os cientistas e pesquisadores de países diferentes que podem colaborar mutuamente, sem as barreiras da distância e do tempo, temos também as grande Companhias que fecham contratos pela Internet por meio de e-mails mandados pelos seus secretários executivos. No entanto, nem tudo são flores nessas novas modalidades de comunicação. Na Internet, as pessoas passam a existir apenas como endereços eletrônicos, não tem faces, corpos e vozes. Potencialmente, pode-se fazer uso dessa identidade virtual para criar situações e atitudes irresponsáveis, fraudulentas e nocivas à sociedade.
Com certeza, as redes serão parte do nosso dia-a-dia futuro. Seus benefícios são inegáveis. Entretanto, o brilho da tecnologia e da modernidade não nos
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