A DINÂMICA DA SOCIEDADE DE CONSUMO
UNI BH – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS, POLÍTICAS E GERENCIAIS (DCJPG)
Belo Horizonte, 19 de outubro de 2007
Livro base: BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999
INTRODUÇÃO
Caracterizada pelo modelo de produção em série, adotado peIas indústrias, e as empresas, uma nova sociedade aparece: a sociedade de consumo. Esse termo designa a atual sociedade moderna, urbana e industrial, dedicada à produção e aquisição crescentes de bens de consumo cada vez mais diversificados. Nesta sociedade, o consumo é lei, e a única escolha que o indivíduo pode ter, é a de escolher dentre aquilo que é oferecido. A sociedade de consumo é um sistema que dita quem produz, para quem produz, como produz, e quem consome.
Neste sistema, empresas detêm o poder de criar necessidades de uso de novos produtos, e o mecanismo mais eficiente que eles utilizam são as propagandas, que são fortes ferramentas na manipulação do consumo.
A DINÂMICA DA SOCIEDADE DE CONSUMO
Em 1800, foi realizada a primeira produção em série em uma fábrica de armas nos EUA, e posteriormente, os americanos Frederico Taylor e Henry Ford criaram a chamada linha de montagem, elevando a produtividade “num sistema cada vez mais rápido, preciso e em série” . A partir daí, então, o artesão perdeu seu trabalho passando à “categoria” operário, facilmente substituível e que não tinha mais poder sobre sua criação. Dentro dessa nova forma de produção – em massa –produto passa a não ser tão valorizado como antes; ao adquirir um bem produzido em série, o consumidor nada sabe sobre quem o criou e não tem com ele vínculo cultural ou afetivo, como ocorria, por exemplo, com um objeto de arte.
Assim, as fábricas passaram a se organizar em indústrias que se transformaram em grandes grupos empresariais nacionais e internacionais que definem onde, como e para quem um bem de consumo ou serviço será produzido. Aliado a esses acontecimentos, estão os meios de comunicação que têm um fantástico poder sobre as massas, criando um padrão a partir do qual necessidades supérfluas são tidas como básicas.
Surge, então, a chamada sociedade de consumo como fruto da associação entre produção em série e as grandes empresas de comunicação e prestação de serviços. “Esse termo [sociedade de consumo] designa a atual sociedade moderna, urbana e industrial, dedicada à produção e aquisição crescentes de bens de consumo cada vez mais diversificados.”
O mundo atual gira em torno do consumo. Todos temos necessidades básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, etc., mas paralelamente a isso temos necessidades complementares como de lazer, segurança, justiça, saneamento, dentre outras. Portanto, precisamos de serviços que tornem a vida mais longa e confortável e isso faz com que em última instância, todos nós procuremos consumir produtos e serviços necessários ou supérfluos a fim de garantir tal conforto e longevidade.
Assim, o indivíduo não tem a opção de não consumir, mas apenas a de escolher o que consumir, como, quando e quanto consumir. “E a tudo isso consumimos, com intensidade e velocidade proporcionais ao crescimento da população mundial e das riquezas que esta consegue gerar. Consumimos tanto, que chamamos a nós mesmos de sociedade de consumo.”
Para a sobrevivência de uma sociedade de consumo, é essencial que sejam criadas necessidades de uso de novos produtos, pois, logo que um produto aparece no mercado, ele deve ser consumido imediatamente e em seguida substituído por outro. A real vida útil de um produto já não corresponde ao seu prazo de validade original, mas sim à validade que a mídia estipula.
Um exemplo disso é o mercado de equipamentos eletrônicos que por se desenvolver muito rápido, gera nas pessoas o desejo de acompanhar tal evolução, desejo este despertado pela
Ferramenta