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Agricultura dos EUA

Trabalho por Raquel Ferreira Meira, estudante de Rel. Internacionais @ , Em 22/04/2003

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A Agricultura dos Estados Unidos


Embora representem menos de 4% da população ativa do país, os agricultores norte-americanos são responsáveis pela mais importante área agrícola do planeta, além de desempenharem um papel muito importante no comércio exterior dos Estados Unidos. De fato, a força da produção e, sobretudo, a produtividade da agricultura norte-americana permitem que essa atividade supra muito bem as necessidades do mercado interno e ainda abasteça 60% do mercado mundial de cereais e 60% do de soja. A agricultura norte-americana, diante da grande irregularidade da produção agrícola soviética e da fraca produção dos países do Terceiro Mundo, constitui o elemento central do equilíbrio alimentar mundial. Os Estados Unidos são o celeiro de cereais do planeta.


Food is power ( Alimento é poder)

A maioria dos países menos desenvolvidos não consegue produzir alimentos suficientes para as necessidades de sua população e, por isso, tem de importá-los. O mercado mundial de alimentos é dominado pelos Estados Unidos, que assim adquirem um enorme poder sobre outros países. O poder de definir preços para produtos essenciais e até mesmo de usar os alimentos que possuem em estoque como arma política.

Compreende-se, nesta condições, que todas as decisões do governo de Washington em matéria de agricultura (incentivo a determinadas produções, pagamento ao agricultor para deixar a terra vazia - sem plantar determinado produto - , garantia de preço mínimo, modernos centros de pesquisa agropecuária, alto índice de mecanização etc.) têm uma influência determinada sobre o equilíbrio alimentar do mundo. A fronteira entre a abundância e a escassez é muito frágil e as perspectativas da produção mundial são, em geral, pouco favoráveis à produção de alimentos. Neste contexto a excepcional capacidade de produção da agricultura americana tem-lhe valido uma influência política e econômica extraordinária. Por isso, muitos estudiosos norte-americanos afirmam que FOOD IS POWER.

É até provável que a produção agrícola americana seja chamada a desempenhar um papel cada vez maior no jogo do poder mundial.

Isso porque a fome cresce no globo terrestre, especialmente na África e em partes da Ásia. E mesmo a poderosa agricultura soviética, que já foi o "celeiro da Europa" , vem conhecendo problemas e irregularidades que com freqüência têm levado à compra de trigo dos Estados Unidos.


Os problemas na agricultura

Apesar de ser tão eficiente, a agricultura dos EUA apresenta sérios problemas com os quais se defronta há décadas:

A erosão dos solos. Vem sendo combatida com vigor, dentro de uma política de restauração de áreas afetadas ecologicamente. Tais áreas - de monocultura, das regiões áridas e semi-áridas, e dos projetos de irrigação onde houve grande salinização - vêm sendo recuperadas.

O endividamento dos pequenos agricultores. Dois terços das propriedades rurais obtêm, apenas a sexta parte da renda global gerada no setor agrícola. Há um milhão de famílias rurais consideradas "pobres" (pelos padrões americanos). Numa agricultura tão "industrializada" (isto é, mecanizada), com enormes dificuldades, para concorrer com os grandes.

A mão-de-obra. Embora, no conjunto, utilize pouca mão-de-obra a agricultura norte-americana, para alguns produtos (frutos, legumes, verduras), e em algumas épocas (na colheita) ressente-se da falta de trabalhadores. É aí que uma infinidades de trabalhadores temporários é recrutada para trabalhar no campo. Na maioria são latino-americanos clandestinos, principalmente mexicanos (os "chicanos"), que que no oeste recebem o nome de "braceros" (trabalhadores braçais). São trabalhadores ocasionais, sem qualquer direito trabalhista, que só pedem para não serem denunciados à polícia e que se sujeitam a qualquer salários.

A armazenagem, a comercialização, a superprodução. Tão grande produção ocasiona problemas de estocagem e de venda