Cultura: Um conceito antropológico
Universidade Presbiteriana Mackenzie
2008
Como base para o trabalho foi utilizado a obra de Roque de Barros Laraia, Cultura: Um conceito antropológico.
Primeira parte: Da natureza da cultura ou da natureza à cultura
"A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados", Confúcio.
Costuma-se ter como referência sua própria cultura quando se estuda sobre uma outra cultura diferente da sua. Toma-se como exemplo Heródoto, o grande historiador grego, que considerou a cultura dos lÃcios diferentes de "todas as outras nações do mundo".
Ao se deparar com uma cultura diferente, podemos ter diversas reações. Heródoto com o costume dos lÃcios mostrou-se etnocêntrico; Tácito, cidadão romano, relatou com admiração sobre as tribos germânicas; Marco Polo, viajante italiano que visitou a China e outras partes da Ãsia entre 1271 e 1296 espantou-se com a grande diferença cultura; O padre José de Anchieta se surpreendeu com os costumes dos Ãndios Tupinambá, Já Montaigne que também teve contato com os mesmos Ãndios procurou não se espantar.
Alguns "pensadores" sustentaram a idéia de que o clima geográfico (ou seja, as variações dos ambientes fÃsicos) de determinadas áreas interferia na sua cultura. Mascus V. Pollio (arquiteto romano), Ibn Khaldun (filósofo árabe) e Jean Bodin (filósofo francês) tinham essa idéia. D'Holbach em 1774 não aceitou tal idéia e a desconsiderou com grandes refutações de tal modo que quase todos concordam com ele.
O deternimismo biológico e o determinismo geográfico não são capazem de explicar a diversidade cultural existente no nosso planeta. Tais idéias hoje são pouco aceitas.
O Determinismo biológico
Apesar e os antropólogos estarem totalmente convencidos de que o determinismo geográfico e biológico não são determinantes das diferenças culturais, muitas pessoas ainda não se dão por convencidas e continuam acreditando que é possÃvel o clima e a genética interferir em grande escala na cultura de um determinado povo.
A diferença sexual se diferencia anatômica e fisiologicamente, mas não é verdade que as diferenças de comportamento sejam determinadas biologicamente. Estudos antropológicos provam que atividades atribuÃdas a um determinado sexo pode ser executado fielmente pelo outro. Essa divisão de trabalho do homem e da mulher é divido culturalmente e não biologicamente.
O Determinismo geográfico
Segundo o determinismo geográfico, as diferenças culturais são dadas pelo ambiente fÃsico. As teorias atribuÃdas ao determinismo geográfico foram desenvolvida principalmente por geógrafos e teve popularidade no final do século XIX e no inÃcio do XX.
Os antropólogos mostraram que há limitação nessa influência geográfica, e foram mais fundo mostrando que pode haver uma grande diversificação cultural num mesmo ambiente geográfico.
As diferenças culturais não podem ser explicadas por diferenças geográficas e biológica, essas teorias são, em geral, simplistas e não dão uma resposta real aos problemas expostos.
Antecedentes históricos do conceito de cultura
O primeiro conceito de cultura foi deifinido por Edward Tylor quando sintetizou dois termos: Kultur (que era usado para simbolizar os aspectos culturais de uma comunidade) e Civilization (que era usado para definir as realizações materiais de um povo).
Houve centenas de definições formuladas sobre o assunto, mas todas serviram para estabelecer mais confusão do que resolver o caso. Então em 1871, Tylor definiu a cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independente de uma transmissão genética, como dirÃamos hoje.
Teorias modernas sobre cultura
Nesse tema, teremos como base os estudos do antropólogo Roger Kessing.
Em seu artigo, Kessing, refere-se inicialmente às teorias que consideram a cultura como um sistema adaptativo. Essas teorias foram definidas por neo-evolucionistas concordam com o artigo de Kessing em alguns pontos como a cultura sendo um sistema que serve para adaptar as comunidades humanas;
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