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Gêneros Literários

Trabalho por Thienne Mayrink, estudante de Produção Cultural @ , Em 05/09/2004

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Gêneros Literários


A forma de escrever um texto literário não possuiu regras fixas, o autor escreve as palavras de um modo em que explore o pensamento dos leitores, que fazem diferentes interpretações, dependendo de seu conhecimento. Dependendo de seu tipo de texto, o escritor pode variar o gênero. Esses gêneros também se subdividem em três, dependendo também de seu texto: dramático, lírico e narrativo.


Gênero Dramático

É a encenação de um texto; o autor escreve em prosa ou verso acontecimentos do momento ou comportamentos sociais para que o público / espectador seja sensibilizado e reflita. Os atores apresentam pessoas comuns ou heróis e seus feitos, cenários e sons. Subdivide-se em três modalidades:

TRAGÉDIA

Gênero teatral em que se expressa o conflito entre a vontade humana, por um lado, e os desígnios inelutáveis do destino, por outro. A rigor, o termo só se aplica à tragédia grega ou clássica, cuja origem se confunde com a do próprio teatro, mas por analogia é tradicionalmente estendido à literatura dramática de várias épocas, em que conflitos semelhantes são tratados. A tragédia surgiu na Grécia no final do século VI a.C. e esgotou-se em seu sentido genuíno em menos de cem anos. Assim, quando no século IV Aristóteles formulou, na Poética, sua teoria da tragédia, o pensamento filosófico estava plenamente estabelecido e a tragédia não tinha mais lugar. Sucedeu historicamente à epopéia e à poesia lírica e se extinguiu com o advento da filosofia. O momento histórico da tragédia corresponde a um estado particular de articulação entre o mito e a razão, em que essas categorias entram em conflito e preparam a vitória final do pensamento. Marca a transição do homem trágico, sujeito aos caprichos dos deuses, o homem descrito na mitologia e na poesia de Homero, para o homem dramático ("drama" deriva de uma palavra grega que significa "ação") ou homem de ação, cidadão político, descrito por Aristóteles como senhor de sua vontade e responsável por seus atos. As tragédias eram apresentadas ao público nas grandes dionisíacas, festivais realizados em Atenas a partir do século VI a.C. por iniciativa do tirano Pisístrato. A sobriedade e a grandeza das tragédias de Ésquilo e Sófocles foram atenuadas na obra de Eurípides, o terceiro dos grandes trágicos clássicos, em favor da maior humanização dos personagens. O gênero trágico ressurgiu na Inglaterra nos séculos XVI e XVII, com autores como Christopher Marlowe, que conferiu caráter heróico aos personagens, e Shakespeare, que expressou de forma inigualável sua visão da capacidade humana de enfrentar as forças do destino em situações extremas, embora se afastasse dos parâmetros clássicos.

Uma nova espécie de tragédia surgiu no norte da Europa no século XIX com Ibsen, Strindberg e Tchekhov. Ao contrário das anteriores, as peças foram escritas em prosa e os temas adaptados às inquietações contemporâneas.

A despeito dos horrores da segunda guerra mundial, que poderiam ter inspirado o drama trágico, e das obras comoventes sobre a solidão e a desolação do ser humano no teatro do pós-guerra, a tendência no final do século XX era considerar o gênero ultrapassado.

COMÉDIA

Gênero teatral que se liga às noções de comicidade, humor, riso, sátira e leveza. Surgiu em pleno classicismo grego, por volta de 500 a.C., e atingiu durante seu primeiro século de vida um dos momentos de plenitude. Na chamada comédia antiga de Atenas, a inspiração mística dos ritos de fertilidade misturou-se com a influência popular dos bufões primitivos, dando como resultado textos que conferiram ao gênero autêntica dimensão estética. A comédia foi incluída nas festividades gregas que homenageavam o deus Dioniso, ao lado da tragédia, em 486 a.C. Os principais comediógrafos antigos foram Aristófanes, de quem se conhecem 11 das 44 comédias