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Funções de Linguagem

Trabalho por Thienne Mayrink, estudante de Produção Cultural @ , Em 05/09/2004

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Funções de Linguagem


No ato da fala, pode-se observar:

  • o emissor: aquele que diz algo a alguém;
  • o receptor: aquele com quem o emissor se comunica;
  • a mensagem: tudo o que é transmitido do emissor para o receptor;
  • o código: a convenção que permite ao receptor compreender a mensagem;
  • o canal: o meio que conduz a mensagem ao receptor;
  • o referente: o assunto da mensagem.


ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

Ao elaborarmos uma redação, precisamos ter em mente que estamos escrevendo para alguém. Seja um texto literário ou escolar, a redação sempre apresenta alguém que o escreve, o emissor, e alguém que o lê, o receptor. O que o emissor escreve é a mensagem. O elemento que conduz o discurso para o receptor é o canal (no nosso caso, o canal é o papel). Os fatos, os objetos ou imagens, os juízos ou raciocínios que o emissor expõe ou sobre os quais discorre, constituem o referente. A língua que o emissor utiliza (no nosso caso, obrigatoriamente, a língua portuguesa) constitui o código. Assim, através de um canal, o emissor transmite ao receptor, em um código comum, uma mensagem, que se reporta a um contexto ou referente. A ênfase num elemento do circuito de comunicação determina a função de linguagem que lhe corresponde.


Sendo assim temos as FUNÇÕES DA LINGUAGEM:

FUNÇÃO REFERENCIAL

Certamente a mais comum e mais usada no dia-a-dia, a função referencial ou informativa, também chamada denotativa ou cognitiva, privilegia o contexto. Ela evidencia o assunto, o objeto, os fartos, os juízos. É a linguagem da comunicação. Faz referência a um contexto, ou seja, a uma informação sem qualquer envolvimento de quem a produziu ou de quem a recebe. Não há preocupação com estilo; sua intenção é unicamente informar. É a linguagem das redações escolares, principalmente das dissertações, das narrações não-fictícias e das descrições objetivas. Caracteriza também o discurso científico, o jornalístico e a correspondência comercial. Exemplo: " Construído artificialmente há 30 anos para amenizar o clima seco de Brasília, servir de área de lazer e para a captação de água, o lago Paranoá está atualmente muito descaracterizado. O lado Paranoá soma 600 milhões de metros cúbicos de água."

FUNÇÃO EMOTIVA

Quando há ênfase no emissor e na expressão direta de suas emoções e atitudes, temos a função emotiva, também chamada expressiva ou de exteriorização psíquica. Ela é lingüisticamente representada por interjeições, adjetivos, signos de pontuação – tais como exclamações, reticências – e agressão verbal (insultos, termos de calão), que representam a marca subjetiva de quem fala. Exemplo: "Oh! como és linda, mulher que passas Que me sacias e suplicas Dentro das noites, dentro dos dias! (Vinícius de Morais)

FUNÇÃO CONOTATIVA

A função conotativa ou apelativa é aquela que busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo. Pode ser volitiva, revelando assim uma vontade ("Por favor, eu gostaria que você se retirasse."), ou imperativa, que é a característica fundamental da propaganda. Exemplos: "Beba Coca-Cola."

FUNÇÃO FÁTICA

Se a ênfase está no canal, para chegar sua recepção ou para manter a conexão entre os falantes, temos a função fática. Nas fórmulas ritualizadas da comunicação, os recursos fáticos são comuns. Exemplos: "Alô, alô marciano Aqui quem fala é da Terra." (Rita Lee & Roberto de Carvalho)

FUNÇÃO METALINGUÍSTICA

A função metalingüística visa à tradução do código à elaboração do discurso, seja ele lingüística (a escrita ou a oralidade) ou extralingüístico (música, cinema, pintura, gestualidade etc. – chamados códigos complexos). Assim, é a mensagem que fala de sua própria produção discursiva. Um livro convertido em filme apresenta um processo de metalinguagem, uma pintura que mostra o próprio artista executando a tela, uma poesia que fala do ato de escrever, um conto