A RELEVÂNCIA DAS ESTRATÉGIAS DE MARKETING
PARA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
INTRODUÇÃO
O presente estudo se insere na abordagem do tema “A Relevância das Estratégias de Marketing para Educação Profissional no Brasil”, no sentido de tratar as estratégias de marketing para expansão do ensino profissional.
Justifica-se o referido trabalho considerando-se a importância da educação, notadamente da Educação Profissional, assumida nos últimos anos como uma das importantes ferramentas para exercício da cidadania e preparação do cidadão para a vida e o trabalho, razão desta pesquisa na busca pela aplicabilidade dos conceitos fundamentais da área de pesquisa, marketing e estratégia, em conteúdo prático que se desenvolve em importante área educacional.
Objetivamos, pesquisar as estratégias de marketing, identificando o que e quais estratégias devem ser utilizadas por uma instituição de Educação Profissional.
Metodologicamente, o trabalho é de natureza descritiva, foi desenvolvido por intermédio das fontes bibliográficas disponíveis em livros, artigo, revistas, Internet, publicações periódicas, monografias de outros autores.
PALAVRAS-CHAVE: Marketing; Educação Profissional; Estratégia.
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
A educação profissional, pautada no exercício da cidadania, preparação para a vida e para o trabalho não tem sido tradicionalmente discutida no Brasil e, conforme estudos desenvolvidos pelo próprio MEC (BRASIL, 2001), o não entendimento da abrangência da educação profissional na ótica do direito à educação e ao trabalho, associando-o unicamente à formação de mão-de-obra, tem reproduzido o dualismo existente na sociedade brasileira entre as elites condutoras e a maioria da população, levando inclusive, a se considerar o ensino normal e a educação superior como não tendo nenhuma relação com educação profissional.
Por outro lado, há que se considerar que a formação profissional, desde suas origens, sempre foi reservada às classes menos favorecidas, estabelecendo-se uma nítida distinção entre aqueles que detinham o saber (ensino secundário, normal e superior) e os que executavam tarefas manuais (ensino profissionalizante). E, conforme visto ao longo da pesquisa, até meados da década de 70, do século XX, a formação profissional limitava-se ao treinamento para produção em série e padronizada, com a incorporação maciça de operários semiqualificados.
No entanto, a partir da década de 80, as novas formas de organização e de gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho, quando um novo cenário econômico se estabeleceu e, por conseqüência, passou-se a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores; educação básica para os menos qualificados; qualificação profissional de técnicos; e educação continuada, para atualização, aperfeiçoamento, especialização e requalificação dos trabalhadores.
Tendo em vista as empresas passarem a exigir trabalhadores cada vez mais qualificados, à destreza manual se agregaram novas competências relacionadas com a inovação, a criatividade, o trabalho em equipe e a autonomia na tomada de decisões, mediadas por novas tecnologias da informação.
Nesse contexto, percebe-se a necessidade da qualificação e requalificação dos funcionários obrigam as empresas a mudarem seu perfil e/ou foco no mercado. Essas transformações foram efetivadas pela necessidade também da empresa passar ao mercado a imagem de empresa cidadã e responsável socialmente, é aí que elas começam a trabalhar o marketing social, tomando cuidado para que não transmitam a imagem de que o marketing social é um mero mecanismo de transposição de métodos e técnicas do marketing comercial para o marketing social, haja vista que o marketing social propicia novos métodos e estratégias de intervenção no mercado, decorrente dele ser, na verdade, uma tecnologia de gestão do processo de transformação social.
Às exigências do mercado e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96, reposicionou a educação profissional, no contexto do exercício da cidadania, preparação para a vida e para o trabalho, chegando, enfim, a acabar com o fato da educação profissional como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho, mas sim, como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade.
Nesse sentido, a Educação Profissional estabelece a
Ferramenta