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Além do Cidadão Kane

Trabalho por Cibely Tamaki Mizuguchi, estudante de Marketing @ , Em 03/12/2008

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A influência da Rede Globo de Televisão na sociedade brasileira

2008

 

 

 

HARTOG, Simon. Além do Cidadão Kane. Disponível em: <http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038>. Acesso em: 30. mai. 2008.

Os meios de comunicação são ferramentas eficazes no que diz respeito ao poder de manipulação da opinião pública. "Beyond Citizen Kane", filme que deu nome ao documentário, “Muito Além do Cidadão Kane”, aborda o assunto de maneira crítica e objetiva, mais especificamente do poderoso veículo de comunicação brasileiro: a Rede Globo de televisão. O documentário foi desenvolvido por Simon Hartog, impressionado ao conhecer o império do senhor Roberto Marinho, em alusão ao filme “Cidadão Kane” de Orson Wells, sobre um magnata da mídia. Compara a Globo as demais concorrentes, criticando a programação fantasiosa e utópica das mesmas, mencionando a história da televisão brasileira, a situação política, econômica e cultural da época e destacando a relação e influência do regime militar à rede Globo de Televisão. Teve sua exibição proibida no Brasil, devido à ação judicial movida pelo proprietário das Organizações Globo, finado Roberto Marinho.

A Globo venceu na justiça, e o público brasileiro foi derrotado e impedido de assistir a depoimentos de personalidades como Chico Buarque, Brizola e Washington Olivetto, e tantos outros que se defrontaram realmente com poder de influência da Globo.

No ano seguinte à produção do vídeo, 1994, roteiro e entrevistas, inclusive trechos não dublados do vídeo “Muito Além do Cidadão Kane”, foram transcritos em português e transformados em livro por Geraldo Anhaia Mello, funcionário do MIS – Museu da Imagem e do Som e publicado pela editora Scritta (São Paulo). O livro recebeu também o mesmo nome, “Muito Além do Cidadão Kane”. O autor havia promovido exibições do vídeo no Museu quando Ricardo Ohtake, então secretário da Cultura de São Paulo e o governador Luiz Antônio Fleury Filho pressionou a diretoria do MIS, vetando a exibição alegando que a cópia do acervo era pirata. A censura foi amplamente denunciada. Através da denúncia, o vídeo tornou-se famoso no Brasil. Deu-se o início de uma reprodução pirata da fita e teve até sua exibição realizada no telão no Vale do Anhangabaú.

O documentário dividi-se em quatro partes. A primeira parte apresenta o formato da programação da rede Globo, comparando-na as demais concorrentes, criticando a programação fantasiosa e utópica das mesmas, mencionando a história da televisão brasileira, a situação política, os desarranjos econômicos e culturais na época e destacando a relação e influência do regime militar à rede Globo de Televisão. A verdadeira situação econômica brasileira da época se contradiz as propagandas de produtos e serviços anunciados na televisão. Segundo o documentário, e o que era realidade na época, o estilo de vida luxuoso promovido pelos anúncios na tv estavam além da realidade do poder aquisitivo brasileiro. Tais produtos e serviços estavam ao alcance de um terço da população, ou seja, o povo consumia somente as imagens. Dois terços dos canais de televisão eram controlados por políticos influentes da época.

A segunda parte apresenta o acordo consolidado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life, empresa norte americana de comunicação. Foi considerado ilegal por uma investigação parlamentar e em conseqüência disso, houve a dissolução dessa parceria. Roberto Marinho fica então com o poder total da Rede Globo. Na terceira parte evidenciam o poder de Roberto Marinho em contrapartida, o “apoio” da rede à redemocratização do país, no apoio ao então candidato à presidência da República, Tancredo Neves. Em 1969, ocorre um incêndio que destrói as instalações da Globo, em São Paulo. A emissora centraliza o telejornalismo e toda a produção no Rio de Janeiro, graças ao dinheiro obtido pelo seguro, e assim garante a ocupação da magnífica sede do Jardim Botânico.

A quarta parte, no desfecho do documentário, pode-se verificar que há evidentemente, se necessário for eleger um governo,