MARKETING NA EMPRESA NATURA
1 Objeto do estudo
O objeto de nosso estudo é o segmento da indústria química voltado à elaboração de produtos para aplicação no corpo humano, para limpeza, embelezamento, ou pra alterar sua aparência, definição do setor de cosméticos.
Mais especificamente estudaremos a Natura, empresa nacional de grande projeção no mercado interno e iniciando sua expansão para o mercado internacional.
Aprofundaremos nosso estudo em alguns aspectos para demonstrar as características dessa organização e do segmento de atuação, fazendo relacionamentos com seus concorrentes e as estratégias utilizadas para alcançar os resultados.
2 Histórico
Ao completar 35 anos em 2004, a Natura reafirmou sua posição de liderança no setor de cosméticos e produtos de higiene e de perfumaria. Consolidou-se, principalmente, como empresa comprometida com a qualidade das relações que estabelece com seus diferentes públicos - que congrega na chamada Comunidade Natura - e com a inovação e o aperfeiçoamento constante dos seus produtos e serviços, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável de negócios.
Desde a sua fundação, em 1969, contando com um laboratório e uma pequena loja na cidade de São Paulo, a Natura já era movida por duas paixões fundamentais: pela cosmética como veículo de auto conhecimento e de transformação na vida das pessoas; e pelas relações, cujo encadeamento permite a expressão da vida.
Na trajetória da Natura, um dos pontos fortes do êxito está na opção, feita em 1974, pela venda direta. Surgiram, assim, as Consultoras Natura, participantes de um sistema hoje vitorioso não só no Brasil como nos outros países nos quais a companhia mantém operações. Com elas e com lançamentos de produtos inovadores, a Natura tem conseguido avançar mesmo em períodos adversos da economia. Nos anos 80, por exemplo, em plena "década perdida" no Brasil, a companhia cresceu mais de 30 vezes em faturamento.
Fortalecida, a Natura entrou em um novo ciclo de crescimento e, no fim da década de 80, promoveu uma ampla reorganização. Novas empresas, que entre 1979 e 1981 tinham se agregado ao grupo, fundiram-se em 1989. Surgia uma companhia com a atual constituição. Em seguida, no início da década de 90, a Natura explicitava suas Crenças e Razão de Ser, formalizava seu compromisso social e preparava-se para a abertura do mercado brasileiro às importações.
A expansão prosseguiu aceleradamente e, em 1994, a Natura dava início à internacionalização, com presença na Argentina, no Chile e Peru, países nos quais estabeleceu centros de distribuição e trabalhou na formação de Consultoras. Novos negócios seriam acrescentados com a aquisição, em 1999, da Flora Medicinal, tradicional fabricante nacional de fitoterápicos.
Em 2000, inicia-se o terceiro ciclo na vida da empresa, uma fase de investimentos em infra-estrutura e capacitação, com a construção do Espaço Natura, um importante centro integrado de produção, logística, pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, inaugurado em 2001, e o lançamento da linha Ekos, com produtos que incorporam ativos da biodiversidade brasileira obtidos de forma sustentável.
O êxito da iniciativa fica patente no desempenho dos anos seguintes, culminando com resultados históricos em 2003, 2004 e 2005, tanto em termos de produção como de vendas e de rentabilidade, acompanhados de importantes avanços nas áreas sociais e ambientais.
3 Características da organização
Movida por duas paixões - a cosmética como veículo de autoconhecimento e promoção do bem-estar e as relações humanas como forma de expressão da vida -, a Natura conquistou posição de destaque no cenário empresarial brasileiro. Uma das empresas mais admiradas do Brasil, ocupa posição de liderança no mercado nacional de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal, e sua marca está entre as mais valorizadas do
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