Análise Mercadológica - Tendências das Telecomunicações
Belo Horizonte 2005
RESUMO
As privatizações das Teles tiveram como argumento desonerar o Estado dos pesados custos de carregar empresas produtivas, a maioria delas considerada ineficiente.
Foram estabelecidas metas que as novas empresas, resultantes do desmembramento da Telebrás, teriam que cumprir. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) foi criada a fim de fiscalizar e regulamentar os serviços de Telecomunicações, e já estava a postos quando o leilão para privatização das empresas ocorreu, em julho de 1998.
Esta privatização foi a maior da história do país. O governo faturou em um só dia R$ 22 bilhões. Da divisão da Telebrás nasceram 12 empresas, sendo oito de telefonia celular.
Outras empresas surgiram com os leilões das "empresas espelho" daquelas que já existiam e com outras licitações para operadoras de celulares em novas freqüências. O número de celulares no país cresceu 287% desde 1998, chegando a 30 milhões. Os preços dos aparelhos/linhas desabaram.
O número de telefones fixos dobrou. Hoje é possível obter rapidamente uma linha telefônica com um pequeno custo para instalação. Antes, havia uma fila de 13 milhões de consumidores não atendidos, mesmo aceitando pagar quase R$ 1.200 com dois anos de antecedência.
Foi devido a este desenvolvimento das telecomunicações que podemos, hoje, prospectar idéias e novas oportunidades de implantação, assim como serviços secundários e gravitacionais.
1. INTRODUÇÃO
A privatização das Teles no Brasil trouxe um ambiente de competição para o mercado que até então era monopolizado pelo Estado, e é devido a isso que conseguimos fazer esse estudo das teles, pois essa competição é que gerou o "boom" da tele comunicações no Brasil.
O trabalho consiste em analisar a macro e micro economia no mercado das telecomunicações, avaliando as tendências no Brasil e no mundo. Tem também como objetivo associar a estrutura de demanda internacional, nacional, regional e local, segmentando o mercado por renda, faixa etária, local, entre outras. Foi relacionado a oferta e demanda de acordo com as empresas de Telecomunicações , mercado e as tendências tecnologicas.
2. CAPACIDADE PRODUTIVA DO SETOR
Neste tópico, avaliaremos os principais indicadores econômicos, a macro e a micro economia do mercado de telecomunicações no Brasil.
A teoria econômica pode ser dividida em duas partes:
microeconomia e macroeconomia. A primeira estuda o comportamento dos consumidores e das empresas em seus mercados, as razões que levam os consumidores a comprar mais, ou menos, de um determinado produto e a pagar mais, ou menos, por ele. Estuda também os motivos que levam uma empresa a produzir major ou menor quantidade de uma mercadoria e de que forma seus preços são determinados. Finalmente, considera os tipos de mercado nos quais empresas e consumidores atuam. Já a macroeconomia analisa as conseqüências globais dessas ações. Preocupa-se com o conjunto das decisões de todos os agentes econômicos, que se refletirão em maior ou menor produção e nível de emprego. Inflação, taxa de juros, taxa de câmbio nível de emprego global, crescimento econômico São objetos da análise macroeconômica. A macroeconomia estuda também as decisões tomadas pelo formulador de política econômica do país.
No plano macroeconômico, o governo, a evolução inflacionária, o crescimento do PIB, os níveis de investimento, a balança comercial e as taxas de câmbio e juros durante a história recente do país foram fatores fundamentais nas variáveis nacionais no setor de telecomunicações.
No mercado das Teles observamos que a macro economia influencia diretamente a micro economia, pois o mercado de telecomunicações
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