Historia da gastronomia italiana
UNIP
2008
Introdução
Dentre os principais patrimônios que caracterizam a Itália, além de suas belezas paisagísticas e de sua arte, está a gastronomia. A cozinha italiana é talvez uma das mais ricas do mundo, principalmente no que diz respeito aos ingredientes característicos da cozinha típica e regional. Isso é sem duvida conseqüência dos vários povos que passaram pela península itálica através dos séculos e lá deixaram sua marca com a introdução de novos elementos.
Este trabalho ilustrará a historia da gastronomia de país o qual soube tirar proveito das diferenças para enriquecer sua cultura sem deixar com que sua identidade desaparecesse, muito pelo contrario, fez com que a diversidade a transformasse em um ícone da gastronomia assim influenciando tantas outras cozinhas e semeando sua historia através de seus pratos que hoje são apreciados em todo o mundo.
Historia da gastronomia italiana
A Itália é considerada a mãe da cozinha ocidental, pois ela foi o palco de dois grandes episódios da nossa historia: o Império Romano e o Renascimento.
O Império Romano
Durante a Roma antiga a gastronomia consistia somente em vegetais e frutas. Somente ricos comiam carne, geralmente de carneiro, burro, porco, pato ou pombo. Alimentavam os porcos com figo para que a carne ficasse perfumada e criavam os gansos de maneira especial para com eles preparar patês.
O intenso comércio de alimentos na região durante o império, centrado no suntuoso mercado circular de Roma, fez transitar pelo local caravanas recheadas de alimentos vindos de toda a Europa, África e Oriente, tal miscigenação fez com que a Itália tivesse como conseqüência uma das cozinhas mais ricas do mundo, principalmente no que diz respeito à diversidade de ingredientes que deram uma forte característica à cozinha típica e regional.
Nesse período os Romanos possuíam três refeições principais, semelhante às de hoje, elas são:
Lentaculum
Primeira refeição do dia – pouco tempo depois de se levantarem. Esta refeição era composta por pão, queijo, ovos e leite. O pão poderia ser embebido em um vinho aquecido ou então regado com azeite e esfregado no alho. Quanto ao leite, o mais consumido era o de cabra ou de ovelha.
Prandium
Por volta do meio dia tomava-se, geralmente em pé. Nele restos de comida do dia anterior eram costumeiros, carnes frias frutas e queijo. Como bebida poderia tomar-se o muisum, uma mistura de vinho com mel.
Cena
A cena era a principal refeição do dia e iniciava-se à décima hora, o que correspondia às quatro horas da tarde, tendo em vista que os Romanos contavam as horas a partir do nascimento do sol e prolongando-se até de noite.
A cena dividia-se em três partes: gustatio, prima mensa e secunda mensa. O gustatio era composto por uma série de aperitivos: comiam-se cogumelos, saladas, rábanos, couve, ovos e ostras. Para beber, tomava-se o muisum, que servia para abrir o apetite e ao qual se atribuía à capacidade de prolongar a vida.
A prima mensa era composta por vegetais e carnes e a secunda mensa consistia na sobremesa, na qual serviam frutas ou bolos.
Os alimentos empregados pelos Romanos eram os mesmos que se usam hoje em dia, com exceção aos de origem do continente americano (tomate, milho, chocolate...).
Puls
A puls, uma papa de cereais, era o alimento base dos antigos Romanos. Os cereais utilizados para elaborar a puls eram os trigos ou a espelta, que eram torrados, moídos e cozidos, primeiro em água e depois em leite. Existiam algumas variantes da puls: a puls tabata (feito com favas) e a puls punica (que continha queijo, mel e uma gema de ovo).
Pão
Na Roma Antiga produzia-se uma
Ferramenta