Loucura no Trabalho e Saúde Mental
Introdução
A vida dos trabalhadores e sua melhora são objeto de numerosos estudos e ações. Até agora, entretanto a vida mental dos trabalhadores permanece um terreno pouco explorado. Quase não se leva em consideração o drama existencial dos trabalhadores de hoje, e a repercussão que ele pode ter sobre sua saúde mental e, indiretamente, sobre seu estado físico. Os próprios trabalhadores desconhecem este aspecto importante de sua existência e se desenvolvem todas estratégias de defesa para ocultá -lo. Por sua vez, as ciências humanas notadamente a psicanálise e a sociopsicologia, avaliam mal o que é especifico aos grupos de trabalhadores.
Este sofrimento escondido, esta dor de natureza mental é exatamente o que vamos falar neste trabalho de acordo com Dejours, ele tenta captar nas falas dos trabalhadores e nos comportamentos insólitos próprios de cada profissão. É claro que não deixam de existir exemplos nos quais o trabalho traz uma satisfação de sublimação.
LOUCURA NO TRABALHO O ESTUDO DA PSICOPATOLOGIA DO TRABALHO
De acordo com Dejours poderíamos falar de violência em vários lugares tais como fábricas, oficina, no escritório, etc. Mas pelo que eu percebi ao ler o livro, falaremos dos serviços públicos, dentre outros: com intuito de revelar certos sofrimentos que foram descuidados até hoje pelos especialistas do homem no trabalho.
Portanto, iremos tentar divulgar aquilo que afronta o homem com a sua tarefa, ou seja, no seu trabalho, o que põe em perigo, o que o prejudica na sua vida mental, assim queremos chamar a atenção sobre especificidade da vivência operária.
Conforme o autor nos informa o campo potencial da psicopatologia do trabalho é ocupado pela psicanálise, psicossociologia e a psicologia abstrata, sendo assim ela foi estudada por fenômenos de ordem histórica.
Pela a historia não entenderemos a historia dos operários, mas principalmente a historia do movimento operário e da correlação de forças entre trabalhadores, patrões e Estado. O que é um ponto importante da história da saúde dos trabalhadores, a evolução das condições de vida e de trabalho.
Segundo Dejours existem três correntes sob a imagem do Trabalho Social ": o movimento higienista, o movimento das ciências morais e políticas e o movimento dos grandes alienistas.
A psicopatologia do trabalho faz-se necessário reconhecer o conflito que opõe o trabalho à vida mental, só que é um território quase desconhecido. È verdade que os especialistas do homem no trabalho se concentram, em matéria de psicologia, em definir métodos de seleção psicológica, ou seja, sua atividade é bem real, se desdobra fora das questões da saúde mental.
Se, todavia este tema está efetivamente presente há uma década, pode-se perguntar o quê, no trabalho, é acusado como fonte específica de nocividade para vida mental. A questão é de uma importância essencial e crucial. A luta pela sobrevivência condenava a duração excessiva do trabalho.
Quanto ao sofrimento mental resulta da organização do trabalho, portanto é preciso entender por condição de trabalho: o ambiente físico (temperatura, pressão, barulho, vibração, irradiação, altitude etc), ambiente químico (produtos manipulados, vapores e gases tóxicos, poeiras, fumaças etc), o ambiente biológico (vírus, bactérias, parasitas, fungos), as condições de higiene, de segurança, e as características antropométricas do posto de trabalho.
Por organização de trabalho designamos a divisão do trabalho, o conteúdo da tarefa (na medida em que ele deriva), o sistema hierárquico, as modalidades de comando, as relações de poder, as questões de responsabilidades etc. geralmente a psicopatologia do trabalho acentua-se os comportamentos humanos, seu objetivo é o de explicar os campos não comportamentais, ocupados.
Os mecanismos de defesa individual contra a organização do trabalho: exemplo
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