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O Fator Capital

Trabalho por Vivian Cristina de Oliveira, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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Fator Capital

1. CONCEITO

Para começarmos a entender melhor o Fator Capital, vamos conceituar quatro elementos básicos para esse entendimento:

Capital, se entende por estoque de riquezas acumuladas, destinadas à produção de novas riquezas (materiais e imateriais) e ao aprimoramento dos demais fatores de produção.

Formação Bruta de Capital Fixo é o processo pelo qual se acumulam os estoques de capital. Os fluxos econômicos que conduzem à formação bruta de capital fixo denomina-se investimentos brutos. Os conceitos econômicos de investimento e de formação de capital encontram-se, assim, interassociados. Investimentos Brutos e Formação Bruta de Capital Fixo são, praticamente, expressões sinônimas.

Depreciação de Capital Fixo é o processo pelo qual os estoques de capital fixo desgastam-se pelo uso, pela ação do tempo ou pela obsolescência técnica. A velocidade com que ocorre o processo de depreciação ou de sucateamento depende da categoria de capital fixo. As construções e as edificações, geralmente, depreciam-se a ritmos mais lentos que as máquinas e equipamentos.

Formação Líquida de Capital Fixo é a expressão resultante da Formação Bruta de Capital Fixo menos as Depreciações. É expressão sinônima de investimentos líquidos: investimentos brutos menos depreciações. Na mensuração das variações do estoque de capital, consideram-se os investimentos líquidos. E estes podem ter sido negativo. Quando as depreciações superam os investimentos brutos, o estoque remanescente de capital se reduz. Quando as depreciações são inferiores, ele aumenta, significando neste caso que a economia passa a contar com disponibilidades ampliadas desse fator de produção.


2. COMO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE DE CAPITAL

A produtividade do Capital está decrescendo, o estrangulamento brasileiro está no Fator Capital. Existem limitações estruturais e culturais em aumentar a taxa de investimento interno e não existe indicação histórica de que seja possível contar com um aporte significativo regular de investimentos externos.

Segundo avaliação feita, a razão capital/trabalho – inverso da produtividade de capital – cresceu para economia como um todo de 1,5 para 2,7 no período de 1970 a 1996; isto corresponde a uma queda na produtividade do capital de 45%. Nota-se que é considerado como estoque de capital o conjunto dos chamados bens de capital ou de produção e não o capital financeiro.

No quadro atual e supondo-se que a produtividade de capital continue nos próximos anos é necessários investir cerca de 14% do PIB para manter estável a produção. Com uma taxa de investimento de 19% cresceríamos pouco mais de 2% ao ano. Para crescer a 4% teríamos que investir cerca de 25% do PIB ao ano.

Um estudo feito pelo Ministério da Fazenda no ano de 1998, aponta para um decréscimo da produtividade do capital de cerca de 30% na indústria de transformação entre 1970 e 1996 e a um grande aumento da produtividade da mão-de-obra.

Manchete divulgada no Caderno Econômico do Jornal do Brasil que mencionou o estudo e após assinalou – como de hábito – tão somente o aumento expressivo na produtividade na mão-de-obra. No texto explica-se que parte deste avanço deveu-se a terceirização. O gráfico mostrado abaixo registra uma recuperação na produtividade global do setor a partir de 1992; este índice vinha decrescendo desde 1970.

É bom que se note a produtividade dos dois fatores – cuja variação tem sinais contrários no caso de substituição de mão-de-obra por capital – podem evoluir no mesmo sentido quando se aplicam medidas de racionalização.

Embora imprensa e autoridades insistam ainda em realçar só os ganhos na produtividade da mão-de-obra, aceitando como inevitável a redução de empregos, é auspicioso que se passe a considerar a produtividade global e do capital. Afinal o fator escasso é o capital e não a mão-de-obra.