Começando pelos filósofos-políticos da Grécia e Roma até atingirmos as modernas correntes do pensamento econômico, houve centenas de idéias e sistemas conflitantes. Houve economistas radicalmente liberais, outros que propunham o individualismo econômico, ao lado dos que condenaram os sistemas individualistas, sob a alegação de que a Economia deveria preocupar-se com a constituição de Estados fortes. Mas, apesar destes conflitos, os pensadores econômicos sempre tiveram diversos pontos em comum. A preocupação básica sempre foi à pesquisa de melhor solução para os angustiantes problemas econômicos de sua época.
Manifestações Escolásticas da idade média
Em maior partes de seu desenvolvimento renascentistas diziam que entre a Antigüidade Clássica e sua época, houvera um período sem brilho, uma idade média, mera interrupção na história do progresso humano.
O mesmo poderia se dizer a respeito das atividades econômicas, inexpressivas até o século VIII, mas em franca recuperação a partir de então.
A partir do século XI, um claro crescimento demográfico criou a oferta necessária de mão de obra, provocando u aumento de produção que desenvolveu o comércio e as cidades e também uma certa especialização do trabalho.
Nasceu o sistema bancário em molde quase moderno, generalizou-se a utilização de instrumento de crédito.
Formalizando o ponto de vista econômico da Igreja, Tomas de Aquino, destaca-se como o principal pensador escolástico. Deixou dezenas de ensaios, e suas principais obras são Summa Theologica e Summa Contra Gentiles.
Mercantilismo: um momento de Transição
Nessa nova fase, as restrições dos escolásticos ao comércio e ao lucro foram praticamente postas à margem, e os mercadores obtiveram o reconhecimento da comunidade e do Estados. O artesanato urbano, os regimes corporativistas e as organizações feudais cederam lugar à supremacia do Estado. Desenvolveram-se sentimento nacionalistas, registrando-se grandes transformações políticas e sociais. Os Estados procuraram acumular metais preciosos, símbolos e base da potência econômica e da riqueza nacional. Alguns Estados estenderam seus domínios coloniais, e nas novas terras conquistadas foram buscar os metais preciosos indispensáveis à sobrevivência e ao fortalecimento da soberania.
O comércio internacional transformou-se nesse períodos em um dos mais poderosos instrumentos da política econômicas. Espanha e Portugal foram os países precursores das práticas mercantilista que ali recebem a subdenominação de bulionismo.
A Escola fisiocrata
A França, comunidade berço do liberalismo, vivia momento difíceis nas últimas décadas do período mercantilista.
Os lavradores e burgueses levantaram-se contra a política absolutista da monarquia decadente. Os monopólios concedidos pelo rei eram alvo de fundadas críticas. Os regulamento das corporações que reuniam os artesãos urbanos não atendiam à mentalidade do florescente capitalismo industrial, impedindo que se expandisse a densidade empresarial. A intranqüilidade política e a insolvência internacional foram agravadas pela perda da Índia e do Canadá, dois importantes elementos do império colonial francês.
Para agravar ainda mais a situação social e político-econômica, o sistema tributário franceses baseava-se em pesados encargos sobre os artífices, mercadores e lavradores, para permitir isenção aos nobres e ao clero. Os impostos eram chamados taille (imposto lançado sobre a fortuna), o sal (gabelle), o aides (nas manufaturas) e os traites (direitos alfandegários).
Todos esses erros foram apontados pelos precursores de uma nova escola, A Fisiocrata. Acreditava-se que as atividades econômicas não deveriam ser excessivamente regulamentadas e tampouco coordenadas por forças exteriores antinaturais. E , como todos os demais fisiocratas defendiam a concessão de maior liberdade para o exercício de atividades econômicas e para a conservação ou alienação do produto dessas atividades. Laissez-faire, laissez-passer - propunham os fisiocratas - le monde va de lui-même.
A fisiocracia introduziu duas idéias novas, opostas ao mercantilismo:
1 - A crença na existência de uma ordem natural, subjacente às atividades econômicas. Seria inútil impor leis e regulamentos à organização econômica. Esta seria capaz de guiar-se por si própria. A palavra fisiocrata é composta de dois vocábulos gregos que significam exatamente Governo Da
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