ECONOMIA CAFEEIRA
1 - APRESENTAÇÃO
Iremos apresentar um trabalho sobre o café, produto que foi o símbolo da economia do Brasil colônia, tendo sua fase de opulência e posteriormente queda. Demonstraremos o início da lavoura, os aspectos que influenciaram a expansão de cafezais pelo país, a chegada dos imigrantes, a influência econômica e política, as relações de trabalho e como a crise de 1929 teve influência no ciclo econômico do café. Compõem-se de introdução, desenvolvimento, oscilações de preço, expansão, crise, mão-de-obra, conclusão e bibliografia.
"Estudar o mecanismo dos acontecimentos do passado é imprescindível para compreendermos o presente e tentarmos nos antecipar ao futuro" Carlos Santos.
2 - INTRODUÇÃO
Nas páginas seguintes está descrito o ciclo econômico da lavoura do café, demonstraremos como este produto de origem africana desenvolveu-se tão bem em nosso país e como foi um produto de extrema importância para as exportações do Brasil do fim do século XVIII até os anos trinta do nosso século. Iremos entender como foi introduzido o trabalho assalariado no país e a influência que a crise da bolsa de valores americana, no ano de 1929, levou à bancarrota os barões do café.
3- DESENVOLVIMENTO
O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII e era cultivado em várias partes do país, embora a produção era apenas para consumo nas fazendas. Sua importância comercial acontece a partir do fim do século XVIII, em conseqüência da alta de preços ocorrida no mercado internacional, motivada pela desorganização ocorrida no Haiti, então o grande produtor mundial. Aos poucos o café foi se tornando o principal produto de exportação brasileiro, sendo que por volta de 1830 já contribuía com 18% do valor das exportações brasileiras, sendo o terceiro produto em importância comercial, perdendo apenas para o açúcar e o algodão; vindo alcançar a liderança no ranking das exportações já nas duas décadas seguintes. É importante registrar o fato de que todo o aumento verificado nas exportações brasileiras na primeira metade do século passado deveu-se ao café.
Transformando-se em produto de exportação, o desenvolvimento da produção cafeeira concentrou-se inicialmente na região montanhosa do Rio de Janeiro, onde existia abundância de mão de obra decorrente da desagregação da economia mineradora além de localizar-se próximo do porto, permitindo assim resolver o problema de transporte da produção utilizando-se de um veículo que existia em abundância: as mulas. Os crescentes lucros auferidos com a exportação do café fizeram com que as plantações se expandissem do Valo do Paraíba para o sul de Minas Gerais, nordeste do Paraná, mas principalmente, para o interior de São Paulo, mais precisamente na região oeste, onde as predominâncias de terra roxas, juntamente com o clima propício contribuíram para o desenvolvimento de grandes cafezais.
4 - AS OSCILAÇÕES DE PREÇOS
A elevação de preços ocorrida nos fins do século XVIII determinou o aumento da produção de café em várias partes da América e da Ásia. Com a elevação significativa da produção de café, sem ocorrer em contrapartida um aumento de demanda segue-se períodos de baixa dos preços, mas mesmo assim a produção do país continua a aumentar, pois os produtores brasileiros viam no café a oportunidade para utilizar os recursos produtivos ( leia-se mão de obra escrava e terras) ociosos provenientes da indústria decadente de mineração, que encontrava-se em retração, para utilizá-los na expansão dos cafezais e produzir mais e mais café.
O café experimentou diversos períodos de oscilações de preços, sendo que nos anos de 1857 a 1868, 1869 a 1885, 1886 a 1906 foram caracterizados por preços ascendentes, tendo neste último período ocorrido a duplicação da área plantada no estado de São
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