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A Economia da Informação

Trabalho por Levi Luis Pereira da Silva, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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A Economia da Informação

1º trimestre / 2002

A economia da informação: como os princípios econômicos se aplicam à era da Internet de Carl Shapito e Hal R. Varian, Editora Campus.

RESUMO

Contrariando todas as apostas que surgiam no mercado, a tecnologia avançou extraordinariamente, mas não chegou a mudar as leis da economia. A era da informação apenas introduziu um novo bem na economia: os chamados bens da informação (tudo o que é digitalizável, codificado com um fluxo de bits – bases de dados, revistas, filmes, músicas, cotações diversas, etc.). Uma particularidade chama a atenção: "a informação é cara de produzir, mas barata para reproduzir", o que causa altos custos fixos, mas baixos custos marginais. Dessa forma, o custo da informação deve ser fixado de acordo com seu valor, não com o custo de produção, uma vez que a escala do consumo dilui o primeiro custo.

Convivemos com uma sobrecarga de informações, o que favoreceu o desenvolvimento do gerenciamento da atenção do consumidor. O fornecedor deve se preocupar em localizar, filtrar e comunicar o que é útil para o consumidor, traduzindo a riqueza da informação em algo que possua valor econômico. Dessa forma, a venda da informação poder ser diferenciada quanto a preços e direcionada a diferentes consumidores, conforme o quanto cada um deles esteja disposto a pagar pelo produto. Essa diferenciação de consumidores leva a criação de versões orientadas a diversos segmentos de mercado. No sentido de realizar essa definição, as empresas utilizam "cookies" ou cadastros para desenhar o perfil do cliente e lhe garantir o acesso a apenas aquilo que realmente lhe interessa. As regras tradicionais de estratégia competitiva devem focalizar os concorrentes, fornecedores e clientes, os quais podem ser possuidores de produtos complementares e/ou compatíveis.

No cenário dessa economia da informação surgem dois fenômenos importantes: o aprisionamento (também chamado de "lock-in") e a exterioridades de redes. O aprisionamento pode ser definido como a dependência a um determinado padrão, com custo elevado para troca. Investimentos em equipamentos, treinamento e manutenção de sistemas de informação costumam ser elevados. Quanto maior nossa dependência da informação de um sistema que fica obsoleto, maiores serão os custos de troca. Como cliente, há que se compreender os custos de troca que nos deixam vulneráveis a comportamentos oportunistas dos fornecedores; nesse caso, pechinchar por concessões em troca de colocar-se em posição vulnerável, adotar estratégias que incluam uma segunda fonte de fornecimento e a possível utilização de sistemas abertos devem ser utilizados para minimizar a amplitude do aprisionamento. Como fornecedor, os mesmos custos de trocas são essenciais para avaliar a base instalada, os clientes mais rentáveis são os mais influentes e com altos custos de trocas, o que exigirá investimento na formação de uma base instalada mediante a promoções e oferta de descontos adiantados. Os clientes podem investir em sua tecnologia arcando com custos de trocas através de um programa de fidelidade. Padrões econômicos conduzem a esse aprisionamento (compromissos contratuais, equipamentos duráveis, atendimento pós-venda, treinamento específico de marca, informação e banco de dados, fornecedores especializados, custo de buscas e programas de lealdade), e a correta avaliação nessas áreas e nas dos clientes poderá facilitar a identificação do grau de aprisionamento que afeta a empresa. As exterioridades de redes ou efeitos de rede (Network Externalities) ocorrem quando certos produtos são utilizados por muitos. O desenvolvimento de massa crítica ocorre através do feedback positivo, dinâmica do mercado que tende a fortalecer o mais forte em detrimento do mais o fraco, podendo levar a extremos: o domínio do mercado por uma única empresa e/ou tecnologia.

Empresas que introduzem novos produtos e tecnologias enfrentam alternâncias entre desempenho/compatibilidade e abertura/controle. Para lidar com essas questões pode-se adotar quatro estratégias: jogo de desempenho (tecnologia nova