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A crise no Brasil e no mundo

Trabalho por Marcelo Nalin, estudante de Economia @ , Em 14/09/2009

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A crise no Brasil e no mundo

UNOPAR
2009

 

 

 

INTRODUÇÃO

Analisar a crise mundial e suas desdobraduras no Brasil não é tarefa fácil, todavia, essencial para planejar e entender o nosso modelo de economia e como a mesma é afetada pela ação econômica de outros países.

Acreditamos que o Brasil, talvez por sua histórica dependência dos países desenvolvidos, esteja realmente entrelaçado com os desafios que as grandes potências têm de vencer a crise mundial desencadeada pelos estadunidenses, no entanto, é fato que setores da economia brasileira ainda não foram, e talvez nem sejam, afetados pela crise mundial.

É perceptível que a atual política econômica brasileira está bem fundamentada e estabelecida, dando ao Brasil uma certa autonomia vencedora sobre as grandes dificuldades, porém, alguns setores da economia ainda precisam estar sob vigilância constante.

Prova da nossa autonomia em relação a crise estadunidense é que o ICI (Índice de Confiança da Indústria) cresceu 8,7% em abril, ao passar de 77,8 para 84,6 pontos (dados com ajuste sazonal). Trata-se do quarto mês consecutivo de alta, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).1

Outro dado importante é que O ISA (Índice da Situação Atual) avançou 8,3%, indo de 79,5 para 86,1 pontos, segundo a FGV. Já o IE (Índice de Expectativas) teve alta de 9,2% (de 76,1 para 83,1 pontos). Os dois indicadores estão agora nos maiores níveis desde outubro de 2008. Entre março e abril, a parcela de empresas que avaliaram o nível de demanda como forte aumentou de 11,9% para 12,2%; já a proporção das que o consideram como fraco caiu de 40,1% para 32,1%. Das 1.061 empresas consultadas, 31,9% preveem aumento e 21,1%, diminuição da produção no trimestre de abril a junho. Em março, os percentuais eram de 27,7% e 19,9%, respectivamente. 2

No entanto é importante ressaltar que apesar do aumento do ISA e ICIo desemprego tem aumentado em alguns setores. Exemplo disso é a pesquisa realizada pela Folha On Line:

A desaceleração da indústria brasileira foi mais intensa no primeiro trimestre de 2009 do que no final de 2008, quando foram sentidos os primeiros reflexos da crise econômica mundial. De acordo com a Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o indicador que mede o nível de produção recuou 4,7 pontos percentuais no primeiro trimestre, em relação ao trimestre anterior. Com isso, chegou ao menor patamar desde 1999, para 36,1 pontos (em uma escala de zero a 100). Em relação ao número de trabalhadores na indústria, o indicador caiu para 39,2 pontos --redução de 4,8 pontos na mesma comparação. O valor também é o mais baixo da série da CNI, iniciada em 1999.3

Desta forma a pesquisa aqui realizada tem por característica analisar os efeitos da crise estadunidense4 no Brasil, evidenciando as áreas que ainda não foram atacadas e outras que sofreram a influencia da mesma. Queremos ainda fazer um breve comentário de o que é essa crise e de como ela surgiu.

 

Breve histórico da crise mundial

A crise que começou nos Estados Unidos a mais ou menos um ano e meio devido a especulação imobiliária foi responsável pela quebra de vários bancos, tanto no território Norte-Americano quanto na Europa em geral.

Com relação ao Brasil a crise não afeta ninguém diretamente, os bancos dizem não possuir papéis ligados às hipotecas, mas atinge vários setores por causa da forte contração de crédito.

Segundo a Folha on-line as quebras e os problemas enfrentados por bancos até então considerados importantes e sólidos geraram o que se chama de "crise de confiança". Num mundo de incertezas, o dinheiro para de circular --quem possui recursos sobrando não empresta, quem precisa de dinheiro para cobrir falta de caixa não encontra quem forneça.