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Ancora Cambial como Instrumento de Políca de Estabilização

Trabalho por Marcio Rodrigues, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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Ancora Cambial como Instrumento de Política de Estabilização


Agradecimentos

 Agradeço a todas as pessoas que me incentivaram e me ajudaram durante todos estes anos de faculdade, principalmente ao meu orientador, Dr. Joaquim E. C. de Toledo, que foi sempre um excelente professor e mais do que ninguém me fez gostar do curso que tive.

Agradeço aos meus pais, Bernardino e Florentina, por terem me educado, me completado com carinho e me dado a oportunidade de um dia estudar na Universidade de São Paulo, ao Dr. Gustavo H. B. Franco, por ter me enviado cópia de sua tese de Doutorado, a qual foi material essencial as minhas leituras pré-monografia.


Sumário

Este trabalho visa explorar um pouco o uso da ancora cambial nos planos de estabilização, para tanto será abordado não só o uso da ancora bem como alguns sistemas alternativos de estabilização, as possíveis causas da inflação e um pouco da sua dinâmica.

O trabalho começa falando sobre o processo inflacionário, seus custos e possíveis causas, no capítulo intitulado "A Inflação". No capítulo 2, que se chama "Estratégias para Controle Inflacionário", há um pouco das possíveis políticas de estabilização, falando das vantagens e desvantagens de quatro métodos de ajuste: a meta inflacionária, a meta monetária, política monetária sem ancora nominal explícita e a ancora cambial.

Os capítulos 3 e 4 ,"O Uso das Taxas de Cambio" e "Distorções Geradas pelo Uso da Ancora", são o tema central do trabalho porque visam explorar o uso da ancora, definir o momento certo para o seu uso, o funcionamento, fatores que determinam seu sucesso e as possíveis distorções que o sistema pode gerar.

O trabalho conclui ressaltando os pontos importantes para a utilização da ancora cambial , citando as dificuldades de implantação e manutenção deste sistema.


1. Inflação

Durante vários anos este tema esteve em evidência na economia brasileira, tanto pelos problemas que a inflação causava como pelas dificuldades que os definidores da política econômica tinham encontrado para vencê-la. Dificuldades estas, provenientes tanto da falta de apoio político para desenvolver um plano que fosse eficaz no combate inflacionário como também na engenharia de um mecanismo que acabasse com o dinamismo da inflação, controlando e abatendo.

Costuma-se definir inflação pela variação contínua e crescente do índice de preços, que leva à perda do valor da moeda corrente. Isto se daria de forma que a credibilidade das pessoas na moeda como reserva de valor se perdesse, até que em casos extremos a inflação levasse a moeda à deixar de ser unidade de conta e meio de troca.

Quando observamos que a inflação chega a este patamar estamos nos deparando com uma hiperinflação. O grande problema da hiperinflação está em medi-lá, dado que as variações nos preços se dão de forma tão rápida que saber exatamente o valor dos bens em termos monetários fica muito difícil, como veremos adiante a inflação então destrói a estrutura dos preços relativos, tonando-se difícil precificar uma relação ou um bem.

Trataremos melhor da hiperinflação a seguir.

1.1. Hiperinflação

Como mencionado anteriormente o termo hiperinflação é utilizado para denominar os casos extremos de inflação. Não há um valor de inflação mensal que seja utilizado para definir um processo hiperinflacionário, o que existe é um processo de perda constante do valor da moeda que chega a proporções absurdas, tirando da moeda toda a credibilidade, fazendo com que as pessoas queiram se livrar deste ativo o mais rápido possível e que até dêem mais valor a outros ativos que possa