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A Crise Argentina

Trabalho por Alameda, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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A CRISE ARGENTINA E SEU CONTEXTO COM O MUNDO


A pauta de exportações argentinas concentrou-se, sobretudo, em produtos primários como carne, trigo e petróleo. Com um tal perfil, as exportações eram frágeis frente certas variáveis da economia internacional, como o futuro viria a demonstrar. Contudo, a entrada no Mercosul, seja devido à existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) ou de acordos comerciais, permitiram que as exportações argentinas encontrassem um mercado também para produtos agro-industriais e automóveis. Especialmente os automóveis e o petróleo foram negociados politicamente dentro do Mercosul.

Apesar disso, o governo Menen nunca deixou de responder aos acenos norte-americanos para algum tipo de associação ao NAFTA e, depois, à ALCA. Apesar de ser membro do Mercosul, mantinha com os Estados Unidos o que ele próprio denominou de "relaciones carnales". Os recursos carreados com as privatizações permitiram-lhe manter programas de frentes de trabalho para desempregados (quase 20% da população economicamente ativa) e de cestas básicas para os pobres, e desta maneira, lograr a reeleição. Nesta época, o modelo argentino recebia numerosos elogios e era apontado como exemplo para os demais países latino-americanos. A entrada em vigor do Real, encarecendo as exportações brasileiras, melhorou ainda mais a posição argentina, que se tornou superavitária em relação ao Brasil.

Mas a dolarização da economia argentina tornava suas exportações pouco competitivas em relação a outras regiões. Em 1997 inicia-se a instabilidade financeira internacional, com fugas de capitais que atingem inclusive a Argentina. Em 1998 o Brasil perde metade de suas reservas cambiais (que atingiam 70 bilhões de dólares), levando o governo a desvalorizar o Real. Isto tornou as exportações argentinas ainda mais caras, iniciando o que foi denominado de "crise do Mercosul". Buenos Aires pressionava por concessões adicionais do Brasil para compensar a contração de exportações. Sintomático é que não tenha pressionado outros parceiros com os quais possui déficit, como os EUA.

A pauta de exportações argentinas concentrou-se, sobretudo, em produtos primários como carne, trigo e petróleo. Com um tal perfil, as exportações eram frágeis frente certas variáveis da economia internacional, como o futuro viria a demonstrar. Contudo, a entrada no Mercosul, seja devido à existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) ou de acordos comerciais, permitiram que as exportações argentinas encontrassem um mercado também para produtos agro-industriais e automóveis. Especialmente os automóveis e o petróleo foram negociados politicamente dentro do Mercosul.

Apesar disso, o governo Menen nunca deixou de responder aos acenos norte-americanos para algum tipo de associação ao NAFTA e, depois, à ALCA. Apesar de ser membro do Mercosul, mantinha com os Estados Unidos o que ele próprio denominou de "relaciones carnales". Os recursos carreados com as privatizações permitiram-lhe manter programas de frentes de trabalho para desempregados (quase 20% da população economicamente ativa) e de cestas básicas para os pobres, e desta maneira, lograr a reeleição. Nesta época, o modelo argentino recebia numerosos elogios e era apontado como exemplo para os demais países latino-americanos. A entrada em vigor do Real, encarecendo as exportações brasileiras, melhorou ainda mais a posição argentina, que se tornou superavitária em relação ao Brasil.

Mas a dolarização da economia argentina tornava suas exportações pouco competitivas em relação a outras regiões. Em 1997 inicia-se a instabilidade financeira internacional, com fugas de capitais que atingem inclusive a Argentina. Em 1998 o Brasil perde metade de suas reservas cambiais (que atingiam 70 bilhões de dólares), levando o governo a desvalorizar o Real. Isto tornou as exportações argentinas ainda mais caras, iniciando o que foi denominado de "crise do Mercosul". Buenos Aires pressionava por concessões adicionais do Brasil para compensar a contração de exportações. Sintomático é que não tenha pressionado outros parceiros com os quais possui déficit, como os EUA.

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