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Aprender Economia - Moeda e Crédito

Trabalho por Anônimo, estudante de Economia @ , Em 05/06/2006

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Aprender Economia - Moeda e Crédito


Resenha

O livro "Aprender Economia" SINGER, Paul nos traz um tema que chama atenção em economia por falar em moeda e crédito. Este assunto é de interesse do público em épocas de variação da moeda e inflação. Especialistas e povos entendem diferentemente o que seja dinheiro. O autor para explicar, recorre às etapas históricas pelo qual o dinheiro passou, até chegarmos aos tempos atuais.

Definindo, podemos dizer que numa economia de mercado, é o que usamos para fazer compras. Para ganhá-lo, vendemos uma parte de nós, nossa força de trabalho, que se transforma em salário. Depois usamos esse dinheiro para comprar alguma coisa. Estamos, pois traçando nossa força de trabalho assalariado por mercadorias que desejamos ou precisamos. A moeda é o meio de troca. Nem toda troca é feita por moeda. Temos as trocas diretas que são chamadas de escambo. Troca-se uma espécie de mercadoria por outra. Para que esta troca seja feita deve haver dupla coincidência de necessidades. A pessoa que tivesse ovos e necessitasse de sapatos, deveria encontrar um sapateiro faminto. Contudo, à medida que as trocas proliferaram, surge à necessidade de uma padronização maior. Uma moeda mercadoria e que deveria ser de metal preciosa, mais precisamente prata ou ouro. Utiliza-se, como moeda, também o cobre – hoje a palavra é sinônimo de dinheiro.

A moeda ou dinheiro desempenha uma outra função. Passa-se a usar para fazer pagamentos e com isso pode-se comprar a prazo, inclusive à força do trabalho: só se paga no final do mês quando recebe o seu salário. Assim sendo a existência da moeda abre caminho para o crédito. O crédito é crença a fé no devedor. O crédito é feito através de um instrumento que é um papel que o devedor declara sua dívida e assina embaixo. Este papel seria uma nota promissória ou letra de câmbio. Com o surgimento da letra de câmbio, o vendedor que saia de longe levando sua mercadoria poderia receber seu pagamento em letra de cambio e se a letra caísse em mãos de assaltantes, estes não teriam meios de convertê-las em moeda. O papel passa a circular no lugar do ouro. Desta maneira, cria-se uma segunda moeda que é uma representação da primeira, uma moeda símbolo.

SINGER nos mostra agora o surgimento da moeda e o Estado. As moedas de metal precioso, quase sempre eram fáceis de serem falsificadas. Eram preenchidas de chumbo. Para que tal fato não ocorresse, o Governo passou a cunhar as moedas e a fazer o dentinho no contorno. As dificuldades de pesar e avaliar o metal foram superados a partir do momento que elas são cunhadas. Em várias épocas, os reis, imperadores criaram uma fundição real, onde as pessoas levavam o ouro para ser cunhado em moeda tendo de um lado o selo real e do outro a esfinge do soberano garantindo o seu valor. Quando a cunhagem passa a ser obrigatória, a emissão da moeda se torna um monopólio do Estado. Quem quisesse pagar dívidas eram obrigadas a fazê-lo em moeda cunhada pelo Estado. O Estado passa também a ter uma função importante, numa economia de mercado, impor o cumprimento das obrigações assumidas em contratos privados. Em virtude disso, ele pode especificar em que moeda a dívida deverá ser paga, conferindo a certas moedas curso forçado. Este, segundo SINGER, é um conceito fundamental para se entender como funciona o sistema monetário. No Brasil, o Governo confere curso forçado ao Real. As pessoas podem contrair dívidas em qualquer outra moeda, mas se a dívida não for paga e for levada ao Tribunal, esta dívida se converterá em real e o credor terá que aceitar o Real como pagamento. Esta forma garante ao Governo, ao Estado o monopólio da emissão da moeda.