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Globalização do Mercado Financeiro

Trabalho por El Ratton, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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A GLOBALIZAÇÃO DO MERCADO FINACEIRO


"Para mim, dinheiro é algo muito engraçado. É como um coelho assustado, foge rapidamente a qualquer sinal de perigo. É preciso atraí-lo com um belo repolho e criar, aos poucos, um clima de confiança para ele ficar feliz"

"Estamos em 40 países ao redor do mundo, sempre procuramos lugares onde possamos ganhar dinheiro ... a nossa busca é pelos lugares com perspectivas melhores e que sejam mais acolhedores para os investidores estrangeiros"


Mark Mobius

Megainvestidor que administra 10 bilhões de dólares da templeton Emerging Markets


Mercado Financeiro Internacional

As instituições financeiras constituem a atividade econômica com maior globalização. O processo iniciou-se com os bancos comerciais. Mais recentemente, os bancos de investimentos e os mercados de capitais aumentaram seus índices de globalização.

Atualmente, existe uma tendência de convergência das taxas de inflação e de juros entre alguns países e quando não existe a influência da variação de uma dessas taxas em um país influencia na alteração das taxas da maioria dos outros países.

Os custos financeiros internacionais caíram significativamente, indicando o efeito do aumento da competitividade provocado pela globalização. Dentro dessa conjuntura, o Brasil cuida de sua imagem de risco do país, para que possa atrair cada vez mais investimentos.


Bancos Comerciais

Os bancos comerciais enfrentam diversos tipos de risco em suas atividades :

  • Risco de taxa – origina-se do descasamento entre os prazos dos ativos e dos passivos. Como os bancos contratam empréstimos a prazos bem superiores aos dos depósitos (captação), se a autoridade monetária resolver mexer nos juros de curto prazo o resultado do banco será afetado.
  • Risco de crédito – ocorre quando um devedor da instituição não tem condições de pagar suas dívidas.
  • Risco de liquidez – ocorre quando o banco não tem recursos para o pagamento de suas obrigações nos prazos determinados. Neste caso, o Banco Central socorre a instituição com empréstimo de redesconto, que é remunerado à taxas punitivas.
  • Risco de alavancagem – consiste em operações alavancadas com mensuração inadequada da perda do capital do banco, o que pode levar o banco à falência.

Devido à globalização, os bancos foram afetados pelo risco do país. Há duas variedades de risco do país:

  • Risco de transferência – ocorre quando um devedor dentro do país deseja pagar suas dívidas, mas não consegue o câmbio para emitir moeda estrangeira para o exterior. O governo pode proibir a compra de divisas, como foi o caso durante a crise da dívida, para segurar um ataque especulativo à moeda local ou para evitar a perda instantânea de suas reservas internacionais, se houver alguma.
  • Risco Soberano – existe quando as obrigações são diretamente do governo, relacionadas com o governo ou garantidas pelo governo. A suspensão do pagamento da dívida externa acionou o risco soberano por toda a América Latina na década de 80. Até então os bancos consideravam o risco soberano com inexistente.

Na década de 70, a ascensão do mercado financeiro londrino, devido a sua desregulamentação e custos mais baixos, e o grande fluxo de petrodólares, provenientes do aquecimento nas vendas de petróleo, criaram o mercado de eurodólares, que gerou condições de liquidez abundante nos bancos internacionais.

Nessa época, os bancos internacionais concentraram seus empréstimos nos governos e entidades governamentais, por causa da confiança no risco soberano ("País não quebra"). A teoria era que o governo seria o último a deixar de pagar devido ao trauma na sociedade de um governo inadimplente. E como os países da América Latina possuíam projetos de investimento muito atrativos de empresas de