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Período de 1973 a 1979 - A Crise do Milagre

Trabalho por Marina Victor Medeiros Leão Albuquerque, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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Período de 1973 a 1979 - A Crise do Milagre


Introdução

O Brasil teve um processo de expansão que foi iniciando em 1967 e que teve seu auge em 1973 onde a essência era a garantia de lucros faraônicos as empresas monopolistas.

No famoso clássico da literatura econômica brasileira, "A Crise do Milagre", Paul Singer, em seu capítulo VI diz o seguinte sobre o crescimento econômico do Brasil de 1968/74: "O ‘modelo brasileiro de desenvolvimento’ foi, de certo modo, uma criação da grande imprensa nacional e internacional, num período em que as elevadas taxas de crescimento econômico verificadas aqui contrastavam com a concorrência de recessões e crises na balança de pagamentos em numerosos países capitalistas desenvolvidos".

Assim foi o período do crescimento sui generis de nossa economia, com taxas de expansão superando as marcas de 9% e 10% de crescimento do PIB ao ano.

Existia uma grande liquidez do mercado financeiro entre 1962 e 1973 com a dilatação dos prazos de pagamentos dos empréstimos e diminuição das taxas de juros. A internacionalização e desnacionalização foi o que ocorreu com a economia. Esses fatores facilitaram o grande crescimento da economia. O milagre foi conseqüência das empresas multinacionais com grandes acumulações e o peso do capital local diminuiu em comparação ao das estatais e multinacionais.

A crise do milagre foi a crise de endividamento, esgotamento do fôlego do Estado na manutenção do ritmo de crescimento.

As empresas estrangeiras com muita participação criaram um nexo com o exterior de grande peso na formação da crise. As multinacionais importavam muitos insumos básicos e bens de capital gerando um déficit na Balança Comercial e os lucros eram remetidos ao exterior gerando grande evasão de divisas para a Balança de pagamentos.


O ultimo ano de crescimento

Em 1973 era o governo do Médici que em seu governo viveu os anos áureos do milagre econômico onde a inflação estava baixa e o crescimento do PIB muito alto, entre os anos de 1970 e 1972 cresceu quase 10%, mas a distribuição da renda piorou.

Ano de 1973 a economia cresceu quase 7% em termos de produto e foi o auge da expansão e no final do ano de 1973 houve um grande aumento do barril de petróleo aumentou quatro vezes o seu preço e o país importava mais de 80% do petróleo que consumia, 1973 o cruzeiro experimentou uma valorização nominal. Esse choque externo implicava em um empobrecimento do país: desvalorizou as exportações e aumentou a importações e uma quantidade maior de bens tinha que ser enviada para o exterior para pagar os bens de capital que o Brasil importava a fim de aumentar a capacidade de produção, houve o estreitamento das opções de crescimento que ocorreu por duas vias: uma quantidade maior de consumo teria de ser sacrificada para que o nível anterior de investimento fosse realizado e um maior investimento teria de ser realizado para que o crescimento que tinha anteriormente continuasse. O governo optou por uma política de crescimento que resultou em importantes mudanças estruturais na economia e no ressurgimento da inflação e na expansão da divida externa. O Brasil para reagir ao aumento do petróleo elevou as taxas continuas de crescimento o que implicou em um declínio significativo nas reservas cambiais do país e gerou um grande aumento da divida externa. A crise do petróleo enxugou as disponibilidades de eurodólares secando as fontes de financiamento para o país e trazendo elevação das taxas de juros internacionais. Ocorreu o encarecimento das importações pois as economias centrais para compensar a crise adotaram como pratica estocar mercadorias pouco desvalorizáveis. O grande endividamento externo, desestruturação do setor publico,