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A Economia Brasileira nos Anos 60 e 70

Trabalho por Danilo Querino Medeiros, estudante de Economia @ , Em 24/07/2003

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A ECONOMIA BRASILEIRA NOS ANOS 60 E 70


A economia nos anos 60 perdeu seu dinamismo, a estagnação foi contínua por causa da crise política que se iniciou com a renúncia de Jânio Quadros, pois este desempenhou em bom papel na economia do Brasil. Após sua renúncia, não houve nada consistente até 1964, a inflação atingia altos picos durante o governo de João Goulart, caíram os investimentos nacionais e estrangeiros. .

O processo de substituição às importações; as novas indústrias não criaram empregos suficientes para o crescimento rápido da população urbana e a renda estava mais concentrada.

O novo regime estabelecido em 1964 visava o controle da inflação e investimentos do capital estrangeiro entre outras atitudes para haver uma recuperação econômica.

A princípio, as atitudes foram: arrocho no setor salarial, aumento de impostos, contenção de gastos públicos. A modernização e o fortalecimento dos mercados de capitais foram essenciais para o crescimento econômico. Foram criadas várias maneiras de créditos e financiamentos para ajudar pequenas e médias empresas, fortalecendo a economia.

No período de 1964 -74, foram criadas várias medidas fiscais para incentivar a industrialização no Nordeste e no Norte, surgiram estímulos às exportações e ao turismo, além do incentivo ao mercado de ações. .

É importante saber que o governo fazia uma política cambial para evitar a supervalorização da moeda brasileira (o cruzeiro) à medida que a inflação subia.

Apesar de tantos incentivos a estagnação da economia brasileira que se originou em 1962, persistiu até 1968 por causa da necessidade de tempo para fazer planos e atrair investidores estrangeiros.

A partir de 1968 a economia brasileira teve seu boom, o PIB saltou de 3,7% a 11%, a indústria foi o setor que mais se expandiu no país, sendo que mais se destacaram: química, de bens de consumo duráveis básicas. .
Deve-se observar que durante todos esses anos (até 1974) o Brasil conseguiu diversificar sua estrutura de mercadorias de exportação. As políticas pós-64 abriram a economia para o comércio exterior (importando e exportando mais). .

Um aspecto do crescimento econômico brasileiro que poderia ser notado no pós - 64 foi o grande e crescente envolvimento do Estado na economia. As empresas do governo dominavam: o aço, mineração, produtos petroquímicos, energia elétrica, além dos bancos estatais. O crescimento econômico aconteceu, principalmente pela influência e participação do Estado na economia brasileira. .

A distribuição de renda, de acordo com o censo de 1970, concentrou-se ainda mais, mesmo após tanto crescimento. 25% dos trabalhadores no Rio de Janeiro e São Paulo recebiam um salário mínimo ou menos, sendo no Nordeste uma situação ainda pior. Quase metade da população brasileira não tinha fornecimento de água, esgoto e energia elétrica, somente 3% da população tinha telefone, além disso, existiam intensas variações regionais. Para uma explicação destes problemas, vários críticos acreditam na falta de investimentos na educação e na área de saneamento; outros acreditam em salários muito baixos.

Outra justificativa para a concentração na distribuição de renda tem sido o fato de que grupos de rendas mais elevadas estão mais favorecidos a poupar do que os grupos de renda mais baixa. A poupança brasileira apresentou um grande crescimento no final da década de 50 até o início da de 70. Uma pesquisa mostra que grande parte do crédito indexado do Branco de Habitação, cujos recursos foram retirados do fundo de garantia, foi usado para financiar habitações da classe média e alta também, infra-estruturas urbanas para essas classes e não casas para os pobres. Então, a poupança de grupos de renda baixa financiavam as construções dos mais favorecidos. .