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Mercado Financeiro

Trabalho por Sergio Luiz dos Santos Pinto, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

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Mercado Financeiro

1. O banco tradicional

O modelo bancário trazido ao Brasil pelo Império foi o europeu. Entendiam-se como atividades básicas de um banco as operações de depósitos e empréstimos (descontos). Outros serviços praticamente inexistiam.

Os bancos sempre guardaram, através do tempo, uma característica excessivamente nobre ou, por não dizer, austera. Um exemplo desse vigor eram as próprias gerências operacionais, as quais obrigatoriamente deveriam manter contato com o público e ficavam situadas no fundo das agências, com portas muito bem trancadas, por onde poucos ousariam entrar.

Essa situação estendeu-se até a metade de nosso século, quando, então, começaram as grandes transformações provocadas pelo progresso e pela euforia do pós-guerra.


2. a fase intermediária

A partir dos anos 50, solidificaram-se as posições brasileiras, explodindo aos poucos seu potencial econômico.

Propagaram-se os bancos e, com eles, os primeiros sintomas de uma debilitada capacidade empresarial para administrá-los. Mais de 500 matrizes funcionavam na ocasião.

Em 1945, através do Decreto - Lei no 7.293, foi criada a conhecida Sumoc (Superintendência da Moeda e do Crédito), em substituição a critérios inadequados de fiscalização, que tiveram início em 1920 com a Inspetoria Geral de Bancos. Seu objetivo imediato era exercer o controle do mercado monetário.

O mesmo decreto criava, como instrumento de controle do volume de crédito e dos meios de pagamento, o depósito compulsório.

Inúmeros bancos encerraram suas atividades. Outros tantos desapareceram, através de fusões e incorporações.


3. O BANCO ATUAL

A reforma bancária de 1964 (Lei no 4.595, de 31 de dezembro de 1964) e a Reforma do Mercado de Capitais (Lei no 4.798, de 14 de julho de 1965) defendiam uma política que procurava acabar com a controvérsia relativa às instituições financeiras, ou seja, evolução no sentido europeu, pela qual os bancos são as principais peças do sistema financeiro, operando em todas as modalidades de intermediação financeira, ou adoção de modelo americano, no qual predomina a especialização.

Por mais normais, o banco ficaria com o segmento de capital de giro e outras operações de curto prazo. Existindo as empresas de crédito, financiamento e investimento de 1959, criaram-se os bancos de investimento, em 1965, e as associações de poupança e empréstimo, em 1969. Na área oficial, já existia o Banco Nacional de Crédito Cooperativo, desde 1951, e o BNDES, desde 1952. Em 1964, foi criado o BNH.


4. FUNÇÃO SOCIAL DOS BANCOS

4.1. Prestação de Serviços

Dificilmente se poderá identificar uma data a partir da qual os bancos passaram e exercer as funções de grandes prestadores de serviços.

Procurando atrair sempre um maior números de clientes, os bancos passaram a oferecer serviços mais rápidos e sofisticados, que, com o tempo, acabaram se tornando rotina. Essa agilização beneficiou sobremaneira os correntistas, principalmente os institucionais.

Os primeiros carnês de pagamento levaram muito tempo para serem aceitos pelos bancos. Hoje, existem milhares de convênios assinados com empresas.

O banco atual instala caixas avançados em grandes clientes, retira numerário, paga seus empregados e fornecedores, credita a cobrança no mesmo dia de pagamento, oferece caixas automáticos (ATM), cartões de crédito, cheques especiais, cheques de viagem, custódia e ordem de pagamento; oferece ainda outros produtos como depósitos a prazo fixo, fundos seguros e poupança.

4.2. ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E PAGAMENTO DE BENEFÍCIOS

Até a década de 60, quase todo o relacionamento entre povo e órgão público era feito diretamente entre as partes. Cada entidade mantinha a própria estrutura para arrecadação de impostos e taxas de serviços, ou para pagamento de benefícios.

Assim, a maioria dos municípios, eram mantidas as Coletoras Federais e Estaduais. As empresas e serviços públicos (luz, água, gás e telefone), por sua vez, mantinham órgãos específicos para arrecadação de taxas que lhe eram devidas. É fácil perceber, portanto, o custo do recebimento dos