Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

A Economia Primário Exportadora e suas Origens

Trabalho por Gislaine Refundini, estudante de Economia @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

A ECONOMIA PRIMÁRIO EXPORTADORA E SUAS ORIGENS


INTRODUÇÃO

Neste trabalho analisaremos a trajetória econômica do Brasil no período colonial. Para tanto veremos como ocorreu esta transformação, como surgiu o trabalho assalariado, o perfil da indústria.

Em 1930, o país passou por uma transformação política que reduziu o poder da elite cafeeira e trouxe novos atores para o cenário político social do país: as massas urbanas. Esta década também foi marcada por diversos acontecimentos que determinaram o futuro do país. Houve avanço na industrialização, conflitos políticos e ...

CAPÍTULO I

A ECONOMIA PRIMÁRIO EXPORTADORA E AS ORIGENS DA FORMAÇÃO INDUSTRIAL: crescimento para fora

1.1. A dinâmica da acumulação antes de 1930

A organização do novo Estado manteve inalterada a estrutura econômica brasileira, baseada no setor agro-exportador. Os objetivos das oligarquias regionais, sobretudo as dos cafeicultores paulistas, voltavam-se exclusivamente para a constituição de uma nova ordem política que permitisse o pleno desenvolvimento da agricultura de exportação. Com a decretação imediata do regime federativo, o Governo Provisório atendeu diretamente a esses objetivos, concedendo ampla autonomia às antigas províncias, que então passaram a se denominar Estados. Nessa conjuntura , a federação surgia como solução de compromisso entre vários setores regionais, dominados pelos grandes proprietários, que repartiam entre si o poder.

Os anos de 1.890 e 1.891 foram marcados por constantes crises políticas, envolvendo os membros do ministério e o presidente Deodoro. Tais crises acentuaram-se diante do fracasso da política financeira de apoio à indústria.O objetivo de tal política era incrementar o meio circulante do capital, autorizando alguns bancos a emitir dinheiro, através de títulos da dívida pública e fazer empréstimos para empresários e fazendeiros. Entretanto, os empréstimos só poderiam ser investidos no financiamento de novas empresas industriais.

A política de Rui estimulou intensamente a formação de sociedades anônimas, e incentivou os detentores de capital a investir na indústria e no comércio.

Durante toda a primeira República, a política econômica esteve voltada para o objetivo de criar condições para a expansão da cafeicultura, através da sua valorização. Portanto, fortemente controlado pelas oligarquias paulista e mineira, o governo da República Velha teve como característica marcante uma política permanente de proteção e valorização do café.

1.2. Acumulação Cafeeira e origens da indústria

Como vimos no item anterior, por todas essas razões, o advento da República acentuou ainda mais as profundas mudanças econômicas e sociais provocadas pela expansão da cafeicultura desde a segunda metade do século XIX. A abolição da escravatura (1.888) e a desseminação do trabalho assalariado fizeram expandir a economia monetária, estimulando a diversificação econômica e a formação do mercado consumidor. Ao mesmo tempo, o crescimento da economia cafeeira provocou o rápido desenvolvimento das cidades, sobretudo o Rio de Janeiro e São Paulo, onde proliferavam as casas de importação e exportação, estações ferroviárias, bancos e demais serviços urbanos.

Esse processo de transformação foi grandemente reforçado pela entrada maciça de imigrantes europeus, sobretudo italianos; destinados a substituir a força-de-trabalho escrava na agricultura do café. De 1.884 a 1.933, entraram no Brasil 4 milhões de trabalhadores estrangeiros. Inúmeros fixaram-se nas cidades, em busca de melhores empregos, fugindo das condições insatisfatórias do trabalho nas fazendas. Nas cidades, o rápido aumento da população tornou possível a formação de novos setores de produção, principalmente a indústria.De 1.890 a 1.920, o número de estabelecimentos industriais saltou de 600 para 13 mil; e o país já contava, nesse último ano, com cerca de 270 mil operários, concentrados principalmente em São Paulo.

Essa evolução econômica e social representava a transformação intensa de uma sociedade que, 30 anos antes, ainda baseava sua economia na utilização da força-de-trabalho escrava. Agora, a população urbana crescia rapidamente, e era