O Que é Ciência?
Os seres humanos reconhecem determinados fatos ocorrentes na natureza. Porém os meios de explicações utilizados para tais fatos variam entre o senso comum e o conhecimento cientifico.
A diferença entre o senso comum e o conhecimento científico está relacionada com a maneira de conhecer ou justificar o conhecimento. O primeiro é utilizado pela maioria das pessoas por meio de conhecimentos que também são do senso comum. Já o segundo é caracterizado por ser critico; é submetido a uma série de testes, análises, controles; é organizado; é prognosticador (baseado em princípios ou leis); é geral e possui um caráter metódico que permite uma maior precisão na obtenção de resultados.
A ciência, por sua vez, também divide-se de acordo com a natureza estudada. A primeira divisão possível é entre as ciências naturais e humanas.
Temos como ciências naturais a Física, a Química, a Biologia, a Geologia, dentre outras. Tais ciências têm como característica o estudo dos fatos da natureza.
As ciências humanas analisam, estudam ,pesquisam, fenômenos relativos ao homem, sendo este estudado a partir do ponto de vista de sua condição humana. A condição especial do homem tem um destaque inexistente nas ciências naturais. Temos como exemplo: a História, a Antropologia, a Psicologia, a Ciência Política, etc. São atividades bem mais difíceis de predizer.
Há ,também, uma segunda divisão da ciência entre as ciências abstratas também chamadas de formais (Matemática e Lógica) e as ciências factuais (naturais e humanas).
As ciências abstratas lidam com coisas que não são concretas e trabalham sobre a forma do conhecimento, e não sobre o conteúdo. São diferentes das ciências factuais, porque os objetos com os quais trabalham não são entidades do mundo real, que possamos perceber através dos sentidos. Elas não trabalham com fatos, mas sim com idéias. O matemático, por exemplo, trabalha com os dados fornecido pela experiência, processados teoricamente por ele. O cientista factual muitas vezes utiliza as ciências abstratas em suas experiências.
As ciências factuais possuem como apoio último para qualquer afirmação a experiência. O cientista factual usa como fonte de conhecimento, dados reais ,eventos do mundo físico, biológico ou cultural; são sempre coisas reais, no sentido de perceptuais. É uma ciência de fatos, da experiência dos fatos, também conhecida como empírica, sinônimo de factual. Porém, existem ciências factuais em que não é possível sempre reproduzir propositadamente os fenômenos da natureza.
O matemático e o lógico usam como único método para justificar suas afirmações a dedução que é um processo que permite extrair de certas afirmações supostas inicialmente (premissas) certas conclusões. Sempre que as premissas são verdadeiras, a conclusão é verdadeira, independentemente do conteúdo.
O cientista natural ou o cientista das ciências humanas também usa a dedução; mas esse não é o seu único método. Empregam ,também, a analogia, a observação, a experimentação, a estatística, a indução e muitas técnicas especiais.
A ciência elabora o conhecimento a partir dos fatos que podem ser físicos, biológicos, psicológicos, sociais, etc.
Tal conhecimento depende da realidade e é suscetível de modificação á medida que nosso conhecimento sobre a realidade vai sempre sendo aperfeiçoado. A ciência procura sempre com grande empenho organizar as verdades em sistemas, em conjunto de afirmações relacionadas. A característica que permite esta organização é o método, ou seja, um conjunto de procedimentos organizados para obter, compilar, relacionar e testar seus resultados.
Durante os séculos XIII e XVI, aproximadamente, pensava-se que o método natural para as ciências era a dedução. No século XVII o filósofo Francis Bacon propôs o método da indução. Este é o processo inverso da dedução. Partimos de dados particulares, observando-os e a partir deles, elaboramos uma conclusão geral, ao contrário da dedução em que partimos de premissas e
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