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O Fetiche da Tecnologia

Trabalho por Rosana da Silva Rodrigues, estudante de Desenho Industrial @ , Em 09/08/2010

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O Fetiche da Tecnologia

Neste primeiro capítulo veremos as forças produtivas capitalistas em busca do seu uso ou Radical reestruturação numa sociedade socialista.

Veremos alguns nomes renomados da história e seus pensamentos.

Estes historiadores foram os percussores da discussão trabalho versos empreendimento, progresso versos economia e política versos socialismo. Eles entrelaçam entre si idéias e conceitos do progresso no avanço tecnológico dentro das indústrias

Comecemos por Noble que tenta elucidar uma questão: Porque a última tecnologia é sempre a melhor?

Nesta teoria, tanto os trabalhadores FRs como os partidários da ES, acreditam num senso comum, onde se acredita no avanço tecnológico autônomo, o que levaria no futuro a um progresso social (Noble, 2001 p.11)

Esta visão da evolução da tecnologia é semelhante à teoria de Darwin, onde se acredita no processo seletivo das espécies por seleção natural como na evolução tecnológica, onde as tecnologias voltadas aos propósitos humanos tendem a permanecer.

Nobel destaca ainda dois fatores de contribuições satisfatórias para que esta técnica de certo. A 1º é a técnica do trabalho dos engenheiros e cientistas, onde eles tentam achar as melhores soluções para cada tipo de problema.

2º o fator econômico, onde toda a tecnologia é submetida aos seus custos e benefícios. Grandes homens de negócios sempre optam pelas tecnologias economicamente viável e tecnicamente superiores das que se encontra no mercado (Noble 2001, p 14-15) destaca-se também que esta tecnologia não é só um processo de desenvolvimento, mas também muita política envolvida.

Os engenheiros desempenham um papel importante nesta escala economicamente falando.

Noble admite que os engenheiros trabalhem para um bem comum, onde a automatização das máquinas significa isenção de falhas humanas.
Noble usa um ditado muito prático “Máquinas para fazer máquinas”

Vale salientar que os engenheiros quando criam as ferramentas de trabalho visam às melhores soluções para quem está no poder, o que pode prejudicar o trabalhador, por não haver um contato entre eles.

Noble acreditava também que o fator, obsessão da direção pelo controle dos trabalhadores, fomenta cegamente os impulsos a automatização (Noble 2001 p19).

O sistema de automatização criada pelos engenheiros em que Noble chama de “a prova de idiotas” visa excluir ao máximo a intervenção humana.

É inegável que os engenheiros ocupam uma posição privilegiada na estrutura industrial.

Noble, porém tentou combater e reforçar a idéia anti darwinismo da seleção tecnológica, onde as escolhas dos projetos se dão em função estritamente técnicas, então trata se de uma seleção totalmente política por poderosos e não por seleção social.

Noble cita também que a mentalidade militar contribuiu para a automatização.

Podemos citar um exemplo clássico da Forças Aeras dos Estados Unidos da America que foi e continua sendo um grande patrocinador da automação industrial.

Segundo Noble a ideologia de progresso promovida pela classe dominante, desfaz as relações sociais nela contida e um dos veículos para a continuidade dos que estão no poder.

Moraes Neto vê a tecnologia evoluindo num processo gigantesco até chegar às fábricas sem trabalhadores, como veremos a seguir.

“O USO SOCIAL DAS MÁQUINAS”: na visão de Benedito Moraes Neto

Moraes Neto é um marxista brasileiro que se dedica ao estudo da relação entre o desenvolvimento das forças produtivas e das forças sociais de produção.

Ele acredita no uso social das máquinas (Moraes Neto, 1991) onde as máquinas poderiam servir para a construção de uma sociedade alternativa ao invés delas servirem apenas o lucro e não o acumulo de capital.

Segundo Moraes neto, os trabalhadores poderiam perceber ao longo prazo que as máquinas poderiam ser usadas para outros fins, como expansão da automação, onde o trabalhador estaria livre das atividades de trabalho direto, enquanto as máquinas trabalhariam por eles.

De acordo ainda com Moraes Neto (1999) é sabido que Marx considera o capitalismo, um modo de produção brilhante no que