Arte e Desenho de Moda
Paralelo entre a arte e o desenho de moda nos dias de hoje, análise da obra de Erté
Introdução
A diversidade de cores, texturas e estilos é vasta, pode ser observada habitualmente todos os dias desde em revistas como a Vogue até no nosso jornal local afinal, a moda está em todos os lugares, não há como fugir dela, não há como se esconder de suas tendências e de sua "ditadura". Então, estudar o desenho de moda pode, aparentemente, não parecer tarefa muito difícil, por que trata-se apenas de "moda", nada muito complexo. Todavia, uma pesquisa mais aprofundada mostra exatamente o contrário, e pode ser bastante interessante.
Analisar as ilustrações de moda atuais deve ser feito de modo mais genérico. A variedade de estilos torna um estudo específico extremamente complicado, embora não seja difícil generalizar os aspectos recorrentes, que se tornaram "lugar comum" na maioria dos estilos e são as características mais marcantes ( e, ao mesmo tempo, mais interessantes de serem estudadas ) na ilustração de moda.
Não deixa de ser relevante fazer um paralelo entre o desenho de moda atual e o de outrora. Muitos desenhos que hoje estão mais para serem considerados "arte", eram antigamente simples "desenhos de moda" ( os conceitos se tornam mais abstratos aqui.). Afinal, se torna meio estranho olhar os trabalhos de um artista como Erté, que eram ilustrações de moda nos anos 20, e compara-los com os atuais. Existem diferenças marcantes, tanto no traço quanto no tratamento, que não se devem deixar ignoradas, pelo contrário, deve-se entender onde estão e o porquê dessas diferença para melhor analisar esses trabalhos. E, ainda podemos especular, afinal, quem pode dizer que o "desenho de moda" de hoje não será considerado "arte" amanha?
Uma análise do desenho de moda nos dias de hoje
Atualmente, o desenho de moda se tornou extremamente versátil. Os mesmos traços podem retratar qualquer tipo de moda, em qualquer contexto. Assim, a moda em si muda com assustadora rapidez, embora seu meio de ilustração mantenha traços comuns e sempre atuais, sem perder a indentidade visual que lhe é aferida.
Existem muitos pontos que podem ser discutidos sobre o desenho de moda atual. Primeiramente, vemos que, em um grande número de trabalhos, o ilustrador não desenha ( por não precisar desenhar ) a figura humana completa, excluindo as mãos, pés ou até detalhes do rosto da modelo. O enfoque básico e necessário são as roupas, os corpos que as vestem são "descartáveis" ( soa como um inversão de papéis entre a moda e o corpo humano ). São comuns, desenhos onde as roupas ostentam cores vivas e ricas texturas e o corpo da modelo fica apenas no esboço, assim o desenhista relega ao corpo ( que é a razão disso tudo, afinal ) um papel secundário, um segundo plano.
Essa tendência é natural da lustração de moda e não deve ser condenada. Enfim, o trabalho e o dever do "fashion designer" é elaborar justamente o que vai ser vestido ( ou apenas exposto, nos casos mais extravagantes ) e não uma ilustração complexa. Vale lembrar que isso não significa que todos os desenhistas sigam essa tendência. Alguns são capazes de belas ilustrações, usando técnicas das mais requintadas e de talento que causa inveja. E, as vezes, é necessário o desenho por inteiro, pois os sapatos, luvas ou detalhes do pescoço e/ou rostos podem ser importantes no conjunto da indumentária, do mesmo jeito que as vezes apenas uma parte do corpo é necessária.
Passando adiante a primeira impressão, podemos analisar mais a fundo o traço comum nesse tipo de ilustração. Na maioria das vezes, os traços são bem soltos, leves e livres como em um esboço ( ver figuras 3 e 4
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