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Historia da Contabilidade

Trabalho por Adriano Dias de Carvalho, estudante de Contabilidade @ , Em 22/04/2003

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HISTÓRIA DA CONTABILIDADE

O VERDADEIRO SENTIDO DO CONHECIMENTO HISTORICO EM CONTABILIDADE

Geralmente quando se fala de História da Contabilidade a noção preliminar que fica é a de que se está tratando de passado remoto e que tal conhecimento é apenas ilustrativo, de cunho apenas suplementar na cultura.

Tal forma de entender, todavia, não espelha a realidade.

Grande parte dos erros que estão sendo cometidos na atualidade, especialmente no campo das Normas, decorre de falta de conhecimento histórico, ou seja, de debilidade cultural.

História da Contabilidade é uma parte de nosso conhecimento cientifico que se divide, claramente, em dois grandes segmentos : a História Geral e a História das Doutrinas.


A DIVISÃO DOS ESTUDOS DE HISTORIA DA CONTABILIDADE

Entendo como útil, na metodologia dos estudos de História da Contabilidade uma divisão.

  • Uma parte refere-se a descrição do processo normal do conhecimento ao longo da História e até o período cientifico.
  • Outra parte deve tratar da História da Ciência, ou seja das Doutrinas em Contabilidade.

A primeira é quase descritiva.

A segunda requer a exposição do espirito das idéias de cada corrente de pensamento.

Uma coisa é a historicidade do registro e outra a historicidade do estudo dos fenômenos patrimoniais.

Não nos podemos contentar apenas em descrever o período cientifico, sendo necessário penetrar na sua essência e conhecer como pensaram os maiores lideres das grandes correntes e que foram várias.

A objetividade histórica não se contenta com a simples narração, sendo necessário penetrar nas intenções que levaram os pensadores, os clássicos, a produzirem suas teorias e defenderem as suas posições.

O conhecimento do pensamento, as razões lógicas que sustentaram a elaboração das Doutrinas é básico para a cultura de um profissional e muito especialmente para a de um intelectual, seja ele professor, escritor ou conferencista.

Pode-se avaliar a capacidade de um autor pela bibliografia que apresenta, especialmente quando se trata de matéria cientifica.

Se ele se limita apenas a uma visão monocular de seu país, de uma só corrente de opinião, se não conhece a literatura mundial, por principio pode ter seu crédito reduzido no que tange ao seu poder cultural.

A maior parte dos erros que têm sido cometidos derivam-se do desconhecimento das obras clássicas das diversas escolas do pensamento contábil, pois, todas elas tiveram expoentes que apresentaram contribuições que até hoje permanecem indeformáveis.

 

A HISTORIA DAS DOUTRINAS E SUA METODOLOGIA

Nos programas que tenho elaborado, para os módulos de Teoria da Contabilidade, onde incluo sempre a História e a Filosofia, como bases, procuro, na parte histórica, dar destaque a História das Doutrinas .

Nessa parte, que forma 2/3 do programa que leciono, busco apresentar as Escolas básicas do Contismo, Materialismo, Controlismo, Personalismo, Reditualismo, Aziendalismo, Patrimonialismo e o Neo-Patrimonialismo.

Em cada uma apresento seus maiores intelectuais, os seus seguidores, seus desdobramentos e o curso dos pensamentos.

Tal apresentação, todavia, não se limita a um elenco de nomes.

Os que mais se destacaram realizo uma análise de suas obras.

Existem, nesse elenco, verdadeiros gênios do saber.

Sempre acreditei e comprovei, pelos estudos de História da Ciência que são os homens que a constróem e não instituições ou simples «bom senso» sobre o entendimento de fatos.

Um dos males básicos em Contabilidade e que muito tem retardado o avanço de nosso conhecimento tem sido a supervalorização que se deu e dá ao registro e a informação, em vez de buscar entender o que representam os fatos, qual o curso da vida da riqueza, seu comportamento, seu destino.

Por isto