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História da Moeda

Trabalho por Robson da Silva Freitas, estudante de Contabilidade @ , Em 22/04/2003

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História da Moeda


Sumário
- INTRODUÇÃO ...1. Origem da Moeda ...2. Funções da Moeda ...3. Política Monetária ...4. Oferta de Moeda ...4.1 O Multiplicador Monetário ...5. Demanda de Moeda ... 5.1 A Versão Clássica da Demanda de Moeda ...5.2 Os Motivos da Demanda de Moeda ...6. Base Monetária...7. Agregados Monetários ...8. Intermediários Financeiros ...8.1 Intermediários Bancários ...9. Banco Central...10. Inflação (Conceito) ... CONCLUSÃO ... BIBLIOGRAFIA

Introdução

Veremos no desenvolvimento deste trabalho toda a história da Moeda, sua importância para a economia e suas funções; Os aspectos da política monetária (oferta e demanda de moeda); Os intermediários financeiros; Os agregados monetários; dentre outros assuntos abordados.

Ou seja, apresentamos aqui, um estudo muito interessante sobre Teoria Monetária.

 

1. Origem e Evolução da Moeda

1.1 Escambo

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.

No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.

Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.

As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.

1.2 Moeda – Mercadoria

Um depósito à vista num banco comercial representa um direito que o depositante.

Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras.

Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.

O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte. 

O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.

No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.

Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

1.3 Metal

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo