A Integração dos Idosos na Sociedade
SANTA MARIA, RS, BRASIL
2002
Um dos enfoques da ciências sociais é o Integracionismo que visa a integração de todos indivíduos na sociedade. Entre eles, os mais excluídos, ou seja, os que menos participam e intervêm na sociedade são os deficientes e os idosos. Antigamente uma pessoa idosa era considerada um ser senil que vivia com uma aposentadoria desrespeitosa. Hoje esta situação está mudando, pois a consciência social busca uma melhor qualidade de vida para os idosos, oferecendo instrumentos que os tornem capazes para enfrentar o decréscimo das habilidades físicas e emocionais, que são fundamentais para que continuem na sociedade, reconhecidos como autônomos, capazes de um exercício pleno da cidadania.
O maior problema dos idosos é a solidão, pois eles não conseguem acompanhar o avanço dos costumes e da tecnologia, sendo assim excluídos da sociedade. Os que tão acima de 90 anos de idade sentem a exclusão ainda mais do que os outros, porque vivem defasados das emoções de sua geração, além de não saber lidar com os novos costumes e projeções tecnológicas como por exemplo, a Internet. Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade(UNATI/UERJ) diz nos que "os idosos têm um grau de realidade muito forte. A solidão é verdadeira. Eles carregam uma tristeza, que não chega a ser depressão ou morbidez, apenas encaram a situação de frente".
É dever da família, da sociedade e do estado amparar o idoso garantindo-lhe o direito da vida. A família deve amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. Mas infelizmente, em alguns casos de falta de compaixão e solidariedade, junto com egoísmo faz com que famílias entreguem seus pais à asilos fazendo com que eles se sintam menosprezados e inúteis, e na maioria da vezes depois de um ano nunca mais vão visitá-los. E o que lhes restam é "esperar, e esperar", como se demonstra nas propagandas do lar das vovózinhas que passa freqüentemente no SBT. Esperar por alguém, com compaixão que lhes faça, nem que seja por um minuto, se sentir valorizados. Atitudes de alguns grupos sociais, de escolas, que as vezes se lembram de que enquanto vivem em harmonia com seus amigos existem pessoas solitárias que também precisam conversar e fazer amizades.
Em tempo de reforma social, se enfatiza o papel que tem de assumir o Educador social, nos mais diversificados contextos de intervenção. Particularizando os idosos que são marginalizados pela nossa sociedade. Sociedade essa, que de modo direto ou indireto, tem "arranjado" mecanismos para não permitir a participação e intervenção desse mesmos idosos. Segundo Alfredo Bruto da Costa(1998):
"O problema social dos idosos, é um dos mais graves problemas sociais e a maior parte das soluções em vigor é insatisfatória e contribui para criar nas pessoas e na opinião pública, a ilusão de que o problema vem sendo resolvido".
Atualmente, vivemos numa "sociedade do espetáculo", como diz Paulo Gaspar(2000), onde só cabem os cidadãos que mantenham um vínculo com o trabalho, e os que consigam exibir-se de algum modo. No que se refere ao trabalho, reside-se logo o grande problema dos idosos, que deixam de ter vínculo com ele, ou seja, deixa de "interessar" a sociedade. Assim sendo, sem trabalho e sem ocupação de tempo, os idosos tornam-se num grupo estigmado, com óbvias dificuldades de integração na sociedade, apesar de suas fortes vontades de estar integrados. Talvez por "problemas de consciência social" a tal "sociedade de espetáculo" tenta arranjar umas falsas soluções. Destas, destacamos algumas formas de ocupação do tempo, tais como, "os passeios para idosos", "as colônias de férias para idosos", "o campismo para idosos", ..., que não são mais de que meras formas desestruturadas e pontuais produzias pela "sociedade de espetáculo". A
Ferramenta