Custos
Introdução
O ambiente onde as empresas encontram-se inseridas está continuamente se modificando. Acompanhando-se no tempo a direção destas mudanças, verifica-se claramente que a competição tende a ficar cada vez mais acirrada. A diminuição de barreiras alfandegárias e a criação de grandes mercados de livre comércio, como o NAFTA, o MERCOSUL e o Mercado Comum Europeu, indica que a concorrência tende a ocorrer a nível mundial e que as reservas de mercado caminham para a extinção o Brasil, onde a industrialização foi alavancada em grande parte pela criação de reservas de mercado, aliada à abundância de matérias-primas e o baixo custo da mão-de-obra, este fenômeno pode ser observado. A participação no MERCOSUL e a diminuição de barreiras à entrada de vários produtos importados no mercado interno está tornando a competição cada vez mais forte. A competição global e a disputa pelo cliente obrigaram as empresas a adotar novas tecnologias de processo e gerenciamento para aumentar sua competitividade. Uma das ferramentas adotadas nesse processo de mudanças foi a abordagem de acumulação de custos por atividade, No desenvolvimento sobre os sistemas tradicionais, discute-se a influência das áreas de contabilidade, finanças e auditoria na área de custos. Procura-se traduzir essa influência discutindo alguns aspectos relevantes, tais como: a departamentalização dos custos, ênfase principal em registros externos e não internos, monitoração inadequada das medidas de performance e maior ênfase em controle de custos que em redução de custos. O estudo está voltado à análise dos processos industriais, sendo que as informações geradas pelo sistema são usadas como parâmetros de controle para a gestão dos processos. Os resultados preliminares do estudo demonstram que o custeio baseado em atividades é uma ferramenta gerencial eficaz que direciona corretamente o planejamento e controle dos custos a nível de atividade.
Neste novo ambiente, os sistemas tradicionais de custeio não estão encontrando lugar, pois não se adequam mais. São necessárias informações de custos cada vez mais detalhadas e precisas, que permita base de rateio diferente de hora-máquina (HM) ou, simplesmente, mão-de-obra de direta (MOD). A característica de trabalho das empresas mudou. Os custos indiretos de fabricação(CIF) estão em crescimento exponencial, enquanto que, em contra partida, a MOD vem reduzindo sua participação no custo total dos produtos vendidos. Com a globalização do mercado e as atuais condições de competitividade, muitas empresas estão implantando modernas estratégias de produção, tendo como parâmetros os princípios Just - in -Time (JIT), Controle da Qualidade Total (TQC), ocorrendo grandes avanços nos processos empresariais; Estes avanços nas tecnologias organizacionais porém, não são acompanhadas pelas práticas de controle e custeio, além de obsoletas, podem se tornar perigosas. Muitas vezes, a contabilidade de custos tradicional pode constituir-se numa restrição para a continuidade dos programas de melhoria e de eliminação de perdas.
Os primeiros resultados dos programas de melhorias são claros, como por exemplo: redução de area, lead-time, estoques, etc., mas os ajustes finos, a retirada das "gorduras localizadas" , necessitam de um sistema de monitoramento que identifique os desperdícios e priorize corretamente o ataque a eles. Dado que a concorrência é um processo essencialmente dinâmico e que espaços econômicos são criados, destruídos e modificados no desenrolar da luta competitiva, a gestão estratégica de custos deve apoiar a competitividade da empresa, fundando sua perspectiva de análise e atuação em um horizonte de longo prazo e no reconhecimento que o importante não é a gestão dos custos atuais e sim a gestão dos recursos que propiciarão os ganhos futuros.
A tecnologia da informação (TI) tem evoluído de tal forma que já são evidentes seus impactos na capacitação de recursos humanos. O processo de educação, treinamento e instrução assistidos por computador, já é uma realidade face o crescente número de laboratórios computacionais nas universidades brasileiras. O uso didático
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