A CONTABILIDADE EM SUA DIGNIDADE CIENTÍFICA
INTRODUÇÃO:
Atualmente, muito se tem discutido sobre o futuro da profissão contábil no Brasil. Muitos veículos de comunicação têm informado que algumas profissões dentre elas a contábil, estão em baixa e com sérias dificuldades de continuarem existindo em um futuro próximo. Os autores desse pensamento acreditam que o avanço significativo de programas de computadores que desenvolvem tarefas nas diversas áreas das empresas, incluindo controles de estoque, contas a pagar, contas e receber, controle do ativo imobilizado, contabilidade comercial e industrial etc., fará com que a função do contador seja irrelevante e até dispensável em algumas empresas.
O objetivo deste trabalho é afirmar que, é um lamentável engano imaginar que as máquinas substituirão os profissionais da contabilidade. As máquinas não pensam, elas são programadas para cumprir determinações. Sua principal função é facilitar o controle e agilizar a guarda e a obtenção de informações na empresa. A parte inteligente e criativa fica por conta das pessoas, em diversas áreas, incluindo a contábil.
O contador tem muito campo de trabalho. O papel de apenas informante de saldos ou de zelador de assuntos fiscais está sendo superado com a tecnologia avançada da informática. Ao contabilista já está sobrando tempo para o exercício de sua mais importante responsabilidade e que é a de oferecer comentários sobre o comportamento do capital e também para decisões administrativas. Assim, o que parecia ser o declínio da profissão contábil, ao contrário, faz crescer em importância e em amplitude de mercado de trabalho.
Estamos, portanto, vivendo momentos decisivos para o futuro da nossa profissão, os quais, sem dúvida, repercutirão nos próximos anos no exercício e no mercado de trabalho dos que desempenham atividades contábeis. Estas mudanças, sem dúvida nenhuma, serão instrumentos positivos para alavancagem da profissão no ano 2.000.
EXIGÊNCIAS DOUTRINÁRIAS CIENTÍFICAS E COMPORTAMENTAIS DO PROFISSIONAL CONTÁBIL:
O atual ambiente econômico e social caracteriza-se pela sua dinâmica e complexidade. Fatores como a competição, globalização dos mercados, consciência ecológica, distribuição de renda, entre outros, ganham ênfase e influenciam os diversos ramos do conhecimento. Nesse contexto, a contabilidade possui importância estratégia, por tratar de um produto cada vez mais valorizado, a informação.
A marca, o alcance e o capital intelectual, incluído aí a fidelidade dos empregados à missão empresarial, formam hoje os ativos mais valiosos de qualquer empreendimento. Nos últimos anos mudou a importância do ativo físico, representado por maquinarias para outro, esse intangível, correspondente aos atributos da marca e valores intangíveis. Segundo muitos especialistas o desafio da década que estamos prestes a iniciar está em mensurar contabilmente o valor e a duração do bem "intangível", a marca e a lealdade de clientes e empregados. Sendo que essa transformação indica uma grande oportunidade. Pois, ainda não há profissionais que consigam perceber e mensurar esses valores, e a contabilidade ainda vive o tempo em que registra apenas os bens tangíveis.
Diante disso, os usuários da contabilidade tendem a tornar-se cada vez mais exigentes com relação à qualidade das informações que lhe são fornecidas.
Para atender a essas exigências, o profissional contábil atuante deve ter horizontes amplos e ser capaz de articular programas de boa gestão. Mas, para isso, é preciso investir na profissão, senão não seremos competentes, nem bem sucedidos e muito menos reconhecidos, como uma profissão importante. O contador deve concentrar o foco das atuações em seu cliente. O cliente deve ser visto como um parceiro. Afinal, somos prestadores de serviços e quanto mais riqueza somarmos ao negócio dele, mais teremos chances de melhorarmos também o nosso rendimento.
Assim, cada profissional é levado a administrar sua própria carreira e investir na sua profissão, mantendo-se atualizado não só sobre assuntos
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