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IFRS - Normas Internacionais de Contabilidade

Trabalho por Luana Machado de Carvalho, estudante de Contabilidade @ , Em 03/11/2006

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NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE ( IFRS)


A transição para as normas internacionais de relato financeiro (International Financial Reporting Standards - IFRS) foi um dos maiores desafios que todas as empresas portuguesas cotadas na Bolsa tiveram de encarar.

As empresas devem estar preparadas para as implicações mais profundas da conversão, como, por exemplo, o impacto nos contratos de financiamento e stock options, a necessidade de reunir a informação necessária, dada a maior exigência de divulgação de informação e a explicação das diferenças aos utilizadores das suas demonstrações financeiras consolidadas.Mesmo em projectos de IFRS bem estabelecidos, pode haver áreas em que beneficie de apoio adicional.

O mundo do relatório financeiro viu mudança em anos recentes. Todas as entidades alistaram no EU, e um número de crescimento de outros países, está emitindo agora indicações financeiras sob os padrões de relatório financeiros internacionais (IFRS). Contudo mais países estão preparando-se para fazer a mudança a IFRS.

Na Ásia ocorreu uma crise econômica em 1997 ocorrendo surpresas desagradáveis para investidores, Os mesmos não detectaram nos balanços contábeis a situação financeira delicada que a empresa se encontrava. Os analistas não sabiam como eram preparadas as demonstrações financeiras, por isso ocorreu. Com isso, a crise resolveu harmonizar as normas contábeis do plano internacional e de melhoria na qualidade das informações. Essa oportunidade foi atendida pelo International Accounting Standards Board (IASB), que passou a revisar e modernizar as normas internacionais de contabilidade.

Paralelamente, como decorrência da necessidade de conciliar os mercados financeiros europeu e americano, há hoje um projeto de convergência do padrão contábil seguido nos Estados Unidos (os US GAAP), consubstanciado nos pronunciamentos do Financial Accounting Standards Board (FASB), com o modelo europeu, o IFRS (International Financial Reporting Standards), que deverá estar concluído entre 2007 e 2009. A integração caminha com rapidez, a ponto de a Securities and Exchange Comission (SEC), o órgão regulador do mercado norte-americano, ter informado que passará a aceitar , a partir de 2007, as demonstrações contábeis em IFRS das empresas estrangeiras cujas ações são negociadas nos Estados Unidos.

Não há dúvida, portanto, que a harmonização internacional de normas contábeis é inevitável. Sendo assim, o Brasil também deverá se posicionar, a fim de acompanhar esse movimento, que contará com a adesão de pelo menos 92 países. Para isso, é importante conhecer as vantagens da adoção de tal conjunto de regras para as empresas brasileiras. O adequado entendimento das demonstrações contábeis por analistas internacionais vai propiciar a essas organizações:

  • Mais agilidade para fazer captações e obter créditos externos, como os destinados às importações. Isso porque demonstrações contábeis mais inteligíveis reduzirão dúvidas e incertezas.
  • Maior confiança por parte dos importadores no exterior, que tendem a aumentar o vínculo comercial com companhias que são transparentes e capazes de mostrar, de forma clara, que têm boa envergadura financeira, fatores essenciais para indicar que poderão garantir o fornecimento de mercadorias para seus clientes no futuro próximo.
  • Melhora nas condições para a abertura de capital nas maiores bolsas de valores do mundo.
  • Diminuição do retrabalho dos contadores, especialmente de multinacionais.

As filiais de multinacionais cujas sedes estão na Europa ou nos Estados Unidos, por exemplo, precisam reportar os resultados às suas matrizes de acordo com as normas do IFRS ou do US GAAP. Companhias de grande porte, responsáveis por parte muito significativa do Produto Interno Bruto, já seguem padrões contábeis internacionais, seja o norte-americano ou o europeu.

Além disso, grandes empresas brasileiras precisam adaptar às normas nacionais as demonstrações financeiras recebidas de suas subsidiárias no exterior. Em alguns anos, tais companhias precisarão também preparar demonstrações contábeis no modelo internacional para serem utilizadas na Europa.

Nesse contexto, o Brasil precisa conciliar duas necessidades: adotar um conjunto