HISTÓRIA DA CONTABILIDADE E REFERENCIAL BRASILEIRO
1. INTRODUÇÃO
A contabilidade esta particularmente intrínseca ao nosso cotidiano e tem valor relevante perante diversos fatores que nós tangenciam freqüentemente. Mesmo inconscientemente usamos os princípios fundamentais da economia e da contabilidade freqüentemente, e desde que o homem nos primórdios se organizou socialmente e teve que interagir e se organizar, valores e métodos de troca tiveram que ser aprimorados e substituído, visando assim a eqüidade. O simples fato de contar e agregar valor a uma unidade já desdobra uma ação de socialização e organização, sendo um alicerce primordial para a constituição da sociedade.
Aonde podemos citar alguns pensadores, como Vlaemminck analisando o desenvolvimento histórico da Contabilidade, estabelecendo uma correlação de sua evolução com a Economia:
"A Contabilidade é indubitavelmente uma técnica auxiliar da Economia. Como conseqüência aparece, se expande e se degenera ou se retrai ao compasso da evolução econômica das civilizações, nas diversas regiões e distintas épocas de sua história. Trataremos de nos manifestar sobre o paralelismo entre a evolução econômica geral e a evolução de um dos métodos a serviço da economia das empresas: a técnica das contas".
Ou para Iudícibus:
"Em termos de entendimento da evolução histórica da disciplina, é importante reconhecer que raramente o" estado da arte" se adianta muito em relação ao grau de desenvolvimento econômico, institucional, e social das sociedades analisadas, em cada época. O grau de desenvolvimento das teorias contábeis e de suas práticas está diretamente associado, na maioria das vezes, ao grau de desenvolvimento comercial, social e institucional das sociedades, cidades ou nações."
2. HISTORIA DA CONTABILIDADE, SUA ORIGEM
Nos primeiros tempos da humanidade havia apenas o senso do coletivo em tribos primitivas. O estabelecimento de um habitat permitiu a organização da agricultura e do pastoreio. A organização econômica acerca do direito do uso do solo acarretou em separatividade, rompendo a vida comunitária, surgindo divisões e o senso de propriedade. Assim, cada pessoa criava sua riqueza individual.
Ao morrer, o legado deixado por esta pessoa não era dissolvido, mas passado como herança aos filhos ou parentes. A herança recebida dos pais (pater, patris), denominou-se patrimônio. O termo passou a ser utilizado para quaisquer valores, mesmo que estes não tivessem sido herdados.
A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da Antiguidade. A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transação era efetuada. As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos, na Babilônia já se faziam com escritas, embora rudimentares. Um escriba egípcio chegou a contabilizar os negócios efetuados pelo governo de seu país no ano 2000 a.C.
É importante lembrarmos que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras, vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvore assinalados como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios.
A medida em que as operações econômicas se tornam complexas, o seu controle se refina. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões.No período medieval, diversas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela igreja. Mas é somente na Itália que surge o termo Contabilitá.
A introdução da técnica contábil nos negócios privados foi uma contribuição
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