25 Ferramentas Gerenciais
2000
Quem tem medo das ferramentas gerenciais ?
Conheça 25 instrumentos de gestão e sua utilização pelos executivos. Relatório Bain & Company
HSM Management publicou na edição número 6 o estudo de 1998 sobre o uso de ferramentas gerenciais por empresas de todo o mundo conduzido pela firma de consultoria Bain & Company. Acompanhando a evolução desse uso, de interesse de todos os empresários e executivos, trazemos aqui o estudo de 1999, com algumas revelações: os brasileiros aplicam 11,8 ferramentas, menos que a média mundial de 13,3. E 68% dos executivos nacionais gostam de desenvolver ferramentas próprias em vez de comprar soluções prontas, contra apenas 39% da média mundial. Isso é bom, por um lado mostra criatividade e iniciativa -, mas suscita dúvidas, por outro: os brasileiros dominam realmente todas as ferramentas gerenciais à sua disposição e conhecem as possíveis aplicações? Ou será que algum tipo de descompasso? Estes highlights detalham, portanto, as 25 ferramentas gerenciais mais populares no mundo dos negócios, segundo Darrell K. Rigby, diretor da Bain & Company.
Em janeiro de 1998, HSM Management publicava pela primeira vez a pesquisa Bain & Company de ferramentas gerenciais, destacando o Planejamento Estratégico (utilizado por 89% dos entrevistados), seguido de Missão/Visão (87%) e Benchmarking (84%), enquanto a Reengenharia e o TQM estavam em baixa. Os executivos usavam, em média, 13,4 das 25 ferramentas apresentadas.
O que aconteceu de lá para cá, dois anos depois, no levantamento conduzido pela firma de consultoria? Sinal da velocidade da mudança, as ferramentas apresentadas aos pesquisadores mudaram um pouco: saiu o ABC (Activity Based Costing), entrou o ABM (Activity Based Management); saíram os Jogos Competitivos, entraram as Equipes de Integração Pós-Fusão. A média de ferramentas adotadas continuou praticamente a mesma, 13,3, e as mais utilizadas foram: Planejamento Estratégico (que subiu para 92%), seguido de Missão/Visão (86%, empate técnico) e, novidade na terceira posição, Aferição da Satisfação do Cliente (80%). O Benchmarking, instrumento principal para os brasileiros, caiu de 84% para 79%.
Outro aspecto evidenciado: os executivos brasileiros têm mais proximidade com os europeus do que com os norte-americanos, pelo menos no que se refere às preferências por ferramentas gerenciais. No entanto, empresas dos principais países europeus aplicam mais ferramentas do que as do Brasil: na Bélgica são usadas em média 14,2 ferramentas das 25 aqui citadas; na Espanha, 13,9; e na Alemanha, 13,8. No Brasil, essa média é de 11,8.
As ferramentas
Estas são as 25 principais ferramentas gerenciais da pesquisa:
1 - ABM
A Administração Baseada em Atividades (ABM) emprega uma análise econômica detalhada das atividades empresariais importantes para aperfeiçoar as decisões estratégicas e operacionais. A Administração Baseada em Atividades aumenta a precisão das informações a respeito de custos ao estabelecer uma correlação mais exata entre as despesas gerais e outros custos indiretos e produtos ou segmentos de clientes. Os sistemas contábeis tradicionais apontam os custos indiretos com base em horas de mão-de-obra direta, horas de uso de máquinas ou custo dos materiais. O ABM identifica as despesas gerais e outros custos indiretos por atividade, os quais podem depois ser relacionados com produtos ou clientes.
Usos mais comuns
2 Aferição da Satisfação do Cliente
A Aferição da Satisfação do Cliente ajuda a determinar suas necessidades e identificar formas melhores de prevê-las e atendê-las.
As empresas coletam regularmente insumos dos clientes a fim de atribuir prioridades às necessidades deles e medir seu grau de satisfação.
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