Nascido em Borgo San Sepulcro, era conhecido como Lucas de Burgo, foi frade franciscano, famoso matemático do seu tempo. Quando menino a família queria que seguisse carreira de negócios mas ele preferiu seguir outros caminhos estudando arte, história, literatura e matemática.
Cedo, começou a lecionar matemática e aos 27 anos tornou-se monge franciscano mas, continuou lecionando matemática em Roma, Nápoles, Pisa, Veneza até se fixar em Milão em 1496.
Leonardo da Vinci (1452-1519) aprimorou suas noções de geometria tão necessárias a sua obra, com seu grande amigo Luca Paccioli.
A obra prima de Paccioli, Suma de Arithmetic Geometria et Proportionalitá apareceu em 1494. O livro fixa os princípios básicos da álgebra e contém tábuas de multiplicação até 60 X 60, recurso útil na época e ainda tem a particularidade de apresentar figuras geométricas desenhadas por Leonardo da Vinci. Neste livro se exploram ainda as propriedades da "divina proporção" e a sua importância para a matemática, a arquitetura e a arte.
Como curiosidade, a obra La Gioconda (Mona Lisa) de Leonardo da Vinci está baseada num número harmônico 1,414. Leonardo aplicou as teorias de Luca Paccioli conhecidas como a já citada "divina proporção". O número 1,414 surge do coeficiente entre algumas relações de proporção. O coeficiente da relação entre a altura da base até a cabeça é o ângulo de 1,405. O coeficiente entre a altura e a largura do rosto é de 1,428. Entre a altura da base até o pescoço e daí até a borda superior, 1,435.
A contribuição mais notável do livro foi a apresentação da Contabilidade por partidas dobradas. Muitos dizem que não foi invenção de Paccioli. mas neste livro recebeu o tratamento mais extenso até então. De qualquer maneira esta inovação revolucionária nos métodos contábeis teve importantes conseqüências e seus princípios são usados até hoje. Entretanto alguns fatos no livro destoam da contabilidade moderna, talvez, devido às características da época:
Ênfase no Proprietário: Um dos objetivos mais importantes da Contabilidade era fornecer informações ao proprietário. De acordo com Paccioli: "fornecer ao empresário informações sobre seus ativos e exigibilidades". Fornecia também subsídios para empréstimos. Obviamente, não havia obrigatoriedade de apresentação de relatórios.
Confusão entre Ativos e Passivos: Havia uma mistura entre direitos e obrigações da entidade, entretanto, algumas evidências de separação surgiram quando se fazia a Contabilidade separada: uma para a empresa e outra para o proprietário.
Ausência de Continuidade: Não existia período contábil ou a idéia de Continuidade devido ao fato de que a maior parte das empresas comerciais tinha prazo de vida limitado. O cálculo do lucro era feito no momento em que a empresa atingia seu objetivo. Sem a idéia de exercício social, não havia necessidade de depreciação, amortização, exaustão, provisão, diferimento de encargos ou reconhecimento de juros, etc...
Pluralidade de Moedas: A inexistência de um padrão comum monetário tornava difícil o método das partidas dobradas. Outra conseqüência relativa à existência de várias moedas era a avaliação de estoques.
A importância da Contabilidade começou, realmente, a partir do século XVIII com a revolução industrial, inicialmente, com os famosos teares ingleses. Isto atraiu investidores e banqueiros crescendo assim a necessidade de informações contábeis para os usuários externos. As indústrias começaram a possuir alto valor de Ativos Fixos, necessitando um sistema de contabilização de seu desgaste, a depreciação, e estudos relativos aos métodos de custeio foram feitos, iniciando assim, a Contabilidade de Custos.
Passaram a era agrícola e a era industrial. Hoje, a era da informação domina o cenário mundial e a na Contabilidade começaram estudos sobre Goodwill, Capital Intelectual, Balanço Social e Contabilidade Ambiental dentre outros, matérias que Paccioli nem imaginava em seu tempo. Entretanto, a base formal utilizada em todos
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