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Homossexualismo

Trabalho por Vinicius Mutti, estudante de Contabilidade @ , Em 05/08/2003

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Homossexualismo


I N T R O D U Ç Ã O

Conceito

Etimologicamente a palavra homossexual é formada pela junção dos vocábulos "homo" e "sexu" . Homo, do grego "hómos", que significa semelhante, e sexual, do latim "sexu", que é relativo ou pertence ao sexo. Portanto, a junção das duas palavras indica a prática sexual entre pessoa do mesmo sexo.

Sob o ponto de vista médico legal, homossexualismo configura a atração erótica por indivíduos do mesmo sexo, atingindo aos dois sexos, ou seja, pode ser praticado entre homens ou entre mulheres, sendo denominado portanto homossexualismo masculino e homossexualismo feminino.

Na literatura médico legal brasileira, mais precisamente nos livros "Manual de Medicina Legal" de Delton Croce e Delton Croce Júnior e o clássico "Medicina Legal" do Professor Hélio Gomes, a homossexualidade é tratada como "aberração sexual" e "perversão sexual", respectivamente.

As duas obras abordam a homossexualidade masculina e feminina, indicando outras denominações, tais como uranismo, pederastia e sodomia. Uranismo, segundo Ulrichs, citado por Delton Croce, é a prática sexual entre homens, por falta de mulher.

Já a Pederastia é caracterizada pela relação ano-sexual de um homem com uma criança ou menino. A Sodomia é a prática sexual entre homens, ambos adultos.

Relativamente à homossexualidade feminina, os autores supramencionados também fazem uma tripartição didática, utilizando-se dos vocábulos safismo, lesbianismo ou ribadismo. A palavra lesbianismo deriva de Lesbos, ilha onde antigamente vivia um grupo de mulheres homossexuais chefiado pela poetisa Safo. As tribadistas atritam os órgão sexuais em práticas recíprocas. Já as safistas ou lésbicas, praticam a sucção do clitóris, alternativamente, ou se masturbam reciprocamente.


Homossexualidade na História

A sexualidade humana foi pouco estudada pelos historiadores, que sempre se preocuparam mais com aspectos econômicos e políticos da sociedade. A maioria do material histórico sobre sexualidade não é constituída de dados, mas de opiniões e mexericos de cronistas da antigüidade, muitas vezes mais preocupados em expressar suas próprias opiniões do que em observar e documentar o seu período.

Cada geração repintou a sexualidade e o homossexualismo de acordo com suas preocupações e de forma a reforçar a concepção sexual de seu tempo.

No século XIX, a história foi freqüentemente usada para reforçar idéias tradicionais como a castidade e a monogamia. Mais recentemente está sendo usada para combater o preconceito contra comportamentos até então entendidos como patológicos, como a homossexualidade. O estudo científico da sexualidade começou com um movimento antivitoriano no final do século XIX. Este movimento sugere uma tendência contra os valores tradicionais, dando idéia de uma época passada de permissividade pagã que provavelmente nunca existiu.

Era Pré-Cristã:

Entre os egípcios, assírios e hebreus a homossexualidade era proibida por lei. Em outras civilizações do Oriente Próximo e do Mediterrâneo oriental adoravam-se deuses, cujos ritos incluíam relações sexuais com sacerdotes e sacerdotisas homossexuais ou com prostitutas sagradas de ambos os sexos. Pouco se sabe sobre essas atividades que não são religiosas no sentido moderno e também não são prostituição como conhecemos atualmente.

Roma, no período pré-cristão, também conheceu a homossexualidade e a prostituição masculina.

O poeta Catullus expressou em seus versos o homossexualismo existente entre os membros heterossexuais da classe alta e alguns membros heterossexuais da classe urbana pobre.

Porém, como na Grécia, a atividade homossexual era restrita aos adultos com jovens púberes. Os romanos também desprezavam a homossexualidade quando esta era a orientação predominante ou o comportamento era efeminado.

Solon, o criador da Constituição democrática de Atenas, escreveu: "Meninos, no desabrochar de sua juventude, são amados; a suavidade de suas coxas e a maciez de seus lábios são