A Contribuição da Contabilidade para a Gestão Ambiental
Introdução
A busca do desenvolvimento econômico assegurando a preservação ambiental tem conduzido as empresas, particularmente as indústrias, a adotar práticas de controle ambiental com os objetivos principais de minimizar os impactos negativos de sua atividade e a busca de melhor qualidade de vida para a humanidade. Isso proporciona, além da boa imagem da empresa perante a sociedade, retornos monetários significativos de seus clientes internos e externos.
A ecologia vai participar do comando dos negócios empresariais nos anos atuais e nos próximos, e a contabilidade é um instrumento auxiliar nos processos de tomada de decisão desse mundo dos negócios, originando daí o termo Contabilidade Ambiental, sintetizando o conjunto de informações necessário à gestão responsável dos recursos naturais, renováveis ou não, divulgando o inter-relacionamento entre as empresas e o meio ambiente, a situação patrimonial das empresas face aos problemas ambientais e suas ações para proteção e preservação do ambiente a sua volta, podendo ser considerada um elo de ligação entre o sistema econômico da empresa e esse meio ambiente onde está inserida.
O presente trabalho visa sintetizar vários conceitos sobre o assunto, bem como colaborar com a comunidade acadêmica no sentido de divulgar a Contabilidade Ambiental como sistema de informações necessário às atividades do administrador contemporâneo.
A metodologia utilizada para a realização da pesquisa consistiu de uma revisão da bibliografia disponibilizada pela professora Estela Pitwak Rossoni, para fins de elaboração deste artigo, sendo vedada por esta a realização de outro tipo de pesquisa com o intuito de não comprometer o resultado final do trabalho.
A Empresa e o Ambiente
Há muito o ambiente deixou de ser tratado como coadjuvante nas questões empresariais, visto ser um elemento de importância singular na composição das estratégias de mercado, funcional e mesmo financeira, já que possibilita a ampliação e estruturação de novas abordagens negociais, permitindo à empresa um reposicionamento junto a seu próprio mercado e a consecução de novos mercados, nacionais ou internacionais, caso este seja seu objetivo.
A responsabilidade ambiental das empresas tornou-se uma exigência da sociedade que cada vez mais exige que os produtos sejam menos agressivos ao ambiente e que possibilitem maior qualidade de vida para os consumidores diretos e indiretos de suas linhas de produção, tornando-se consciente de seus direitos e deveres através da educação e conscientização ambiental, exigindo a padronização como meio de assegurar a qualidade intrínseca do produto, já que a qualidade percebida não é garantia de que o processo esteja de acordo com as normas de preservação que o meio ambiente necessita. Dessa exigência de padronização surgem as certificações, como a ISO 14000, que visa evidenciar as empresas que atingem um nível ótimo ou satisfatório em relação ao ambiente, valendo a pena dizer que estes níveis de satisfação envolvem a empresa como todo, avaliando o ambiente de trabalho dos funcionários, as condições de trabalho, a satisfação, a responsabilidade da empresa para com seus colaboradores, os incentivos e os benefícios; a qualidade nos processos de fabricação; a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos de produção; a colocação dos produtos no mercado e o destino dos resíduos após consumo.
Para MERINO apud DONAIRE (1995, p. 108), a maneira mais adequada de para estabelecer um programa de gestão ambiental para a empresa é obedecer as normas ISO 14001 e 14004 da ABNT[7] (...). Isso porque estas normas estabelecem princípios e roteiros a serem seguidos que por serem padrão, economizam dinheiro e tempo, evitando gastos com desenvolvimento e implantação de programas inusitados, que demandam testes e reformulações que nem sempre são aceitos perante os órgãos responsáveis pela certificação.
Ainda citando MERINO apud DONAIRE (1999, p. 53), o correto posicionamento da empresa em relação ao
Ferramenta