Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Inflação

Trabalho por Valdir S. da Conceição, estudante de Contabilidade @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+


Trabalho sobre Inflação

UNEB - Universidade do Estado da Bahia
2007

INTRODUÇÃO

Desde 1829 o Brasil convive com a inflação, porém, só a partir de 1920 iniciou-se o cálculo sistemático de índices de inflação no Brasil, embora os índices de preços mais antigos que se conhecem tenham surgido na época dos grandes Descobrimentos Marítimos.

Com a Independência do Brasil, o País precisou se endividar, pagando um preço alto pela liberdade, indenizando Portugal, além dos empréstimos realizados com a finalidade de desenvolver o País, principalmente para a construção de estradas, para o escoamento da produção de bens e dos produtos agrícolas brasileiros.

De forma indireta pode-se estimar os índices para os anos anteriores a 1920, baseando-se exclusivamente em registros históricos. Buescu, por exemplo, fez um levantamento dos índices brasileiros de 1560 a 1889.

Os índices que começaram a ser calculados em 1920, retroativo a 1912, eram divulgados pela Fazenda Nacional e vigoraram até 1939. Tratava-se, na realidade, da indexação dos gastos com a manutenção da família de Leo Affonseca Jr., pertencente à classe média, que era o responsável pelo seu cálculo e envio ao governo, para publicação.

A inflação mantém normalmente uma relação com a estrutura do mercado, quer seja, oligopolista, monopolista, monopsonista, etc., e são preponderantes em uma determinada economia.

Primeiramente devemos analisar o real significado deste termo no contexto econômico, de acordo com os seus agrupamentos, aspectos básicos, tipificação, velocidade, caráter monetário, abrangência, dinâmica, persistência, causas e efeitos, formas e intensidade, além de suas respostas aos tratamentos. É um fenômeno universal, comum a praticamente todos os países. 

DEFINIÇÕES: É a categoria predominante de variação do valor da moeda. Trata-se de um fenômeno universal, comum a praticamente todos os países, porém em alguns tornou-se uma ocorrência crônica com intensidade variada, que modifica estruturas, padrões de comportamento e regras transacionais. Corresponde a uma alta generalizada dos preços dos bens e serviços, expressos pelo padrão monetário corrente. A alta, que varia de intensidade de país para país e de época para época, implica desvalorização da moeda em relação aos demais ativos.

É o desequilíbrio econômico caracterizado por uma alta geral de preços e que se origina de diversos fatores, como por exemplo no excesso de poder aquisitivo da massa de consumidores (particulares, empresas, Estado) em relação ao volume de bens e dos serviços postos a sua disposição, excesso de emissão de moeda, deficiência de produção, etc.

A inflação deve ser distinguida de uma alta momentânea de preços que atinge certos serviços ou bens em determinados períodos do ano (por exemplo, quando há uma demanda de alojamento devido ao período de férias), alta que traduz apenas um desequilíbrio temporário e uma depreciação localizada do valor da moeda. A inflação real tem como sintoma – para todos os artigos constitutivos do custo de vida e durante um dado período – uma elevada taxa de erosão monetária.

Os processos inflacionários apresentam os seguintes aspectos básicos: caráter monetário, abrangência, dinâmica e persistência.

Caráter monetário é quando a inflação é essencialmente de natureza monetária, caracterizada pela elevação dos preços e pela equivalente depreciação da moeda, e consequentemente com aumento da oferta monetária.

Abrangência é quando a inflação traduz-se por um aumento geral de preços de forma dispersa e de intensidade variada, sem especificação de grupos de bens ou serviços.

Dinâmica é quando a inflação se resume a um processo dinâmico de preços em alta, ao contrário de uma situação estática de preços altos, em que os índices de variação de preços mudam de patamar ascendente ou descendente de forma progressiva.

Persistência é quando a inflação ocorre de maneira continuada e persistente na alta geral dos preços. A interrupção desse processo implica no desaparecimento do movimento inflacionário.

A inflação pode ser tipificada e distinta dependendo dos fatores de intensidade, causa e