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Música e Cinema

Trabalho por Mario Bombi Junior, estudante de Cinema @ , Em 17/09/2006

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MÚSICA E CINEMA


Na dissertação de mestrado do professor Claudiney Rodrigues Carrasco, ele afirma que o diretor de cinema, tem que saber o básico de todas as áreas, mas na parte musical ele já se declara a ser um leigo. A linguagem musical carrega uma certa aura "é que são poucos entendedores de música" Alem de compreender essa problemática, ele tem também que adaptar toda o seu conhecimento e o modo pelo qual esta acostumada a se referir à música.

Existe um certo desconforto ao falar de música.Quando se diz músico é fácil, de obter a seguinte frase "ah, eu adoro a música mais não sei nada sobre ela". Não é possível falar de música sem nos remetermos a própria linguagem musical, é possível descrever uma obra musical de 2 modos.

O 1º modo e aquele que usa o próprio termo musical. Pode dizer que ela é atonal ou tonal pelo modo harmônico ou rítmico.

A 2º modo e aquele em que o ouvinte tenta expressar em palavras a sua experiência pessoal escutando a música.

Existe no mercado trabalho especializado na área de música para o cinema.

Uma tendência e de ver a música do cinema não como um dos fatores integrantes da linguagem cinematográfica, mas como um relato do filme.O filme é um todo articulado. Trilhas musicais de filmes, que estão integralmente inseridas em seu conteúdo dramático, muitas vezes são despercebidas, não porque sejam ruins, mais porque foram pensadas e construídas para este fim.

No inicio do cinema o som era ausente, o que obrigou os realizadores de filmes a desenvolver uma serie de recursos técnicos e estéticos de linguagem que viabilizassem o cinema enquanto arte narrativa.

O uso de legendas, a explicação mise scene dos atores, a desenvolvimento das técnicas de montagem, que viriam a se tornar uma das grandes linguagens do cinema.

Existia também pelos teóricos de cinema o fato dos filmes mudos terem sido sempre acompanhado por música, desde as primeiras exibições comerciais, com o objetivo de abafar o ruído bastante proeminente e desagradável do projetor.

Ainda diziam que a sala de projeção era um ambiente bastante sem graça para o publico. Uma sala escura onde as pessoas se sentavam para assistir a fantasmas agindo. Isso, ocorrendo em absoluto silencio, se constituiria em uma verdadeira tortura psicológica. A musica teria servido, então como uma espécie de antídoto para esse mal estar causado pelo ambiente.

A tradição do melodrama faz parte do uso da musica junto com o filme, que era muito usado no final do século passado, onde a musica era usado em quantidade muito grande.

A incorporação da musica nas exibições de filme seria o fato do acompanhamento musical intensificar a impressão de realidade do filme.

Com base nestes argumentos, a musica serviu para acabar com os problemas.

Preencher o vazio do filme, dar um ar mais realista a ainda abafar o som do projetor.

Com isto a musica serviu para evocar o sentido comunitário, a sensação de coletividade que torna o publica uma comunidade de ouvintes participantes.

O mais importante em tudo isto foi perceber que a musica no período do cinema mudo teve um papel importante, a linguagem narrativa do cinema passa pela via musical.

Supõe-se que o filme não tenha nada a ver com o material selecionado, pois o filme ainda era uma mera curiosidade e o objetivo era testar seu potencial comercial do que artístico.

Não se refere a o cinema mudo trilha musical e sim acompanhamento musical.

A evolução no cinema mudo da uma maior interação entre o imaginário e o musical, é dividida em 3 fases.

1º Fase. Não tem uma preocupação entre o filme e a musica. A música era ouvida integralmente, sem o cuidado de fazer uma correspondência com